Aproveitando o mercado de kidults (adultos que ainda possuem certos comportamentos infantis, como comprar brinquedos e assistir desenhos animados), foi lançada uma coleção de vestidos de noiva baseados nas princesas da Disney (Ariel, Cinderela, Branca de Neve, Bela, Bela Adormecida e Jasmine).
O mercado de Kidults é bem amplo, e pode ser que esta empreitada se transforme num grande sucesso.
Didi interpretava uma versão circense do famoso arqueiro neste filme. A enjoadinha Duda Little era uma menina mimada que havia sido sequestrada e acaba virando parceira do Robin Hood brasileiro. Xuxa era o par romântico, interpretando uma acrobata do circo. O filme era típico dos trapalhões, mesclando humor e aventura. Não encontrei nenhum vídeo do filme no youtube, a não ser um making off com péssima imagem que foi ao ar no vídeo show antes do filme estreiar no ano de 1990.
09. Mônica e a Sereia do Rio (1987)
Nesta animação dos quadrinhos de Maurício de Souza, Mônica e Cebolinha encontram uma sereia em um lago. Cebolinha planeja levá-la para a televisão e ficar famoso por ter encontrado uma sereia de verdade, mas Mônica discorda do seu plano e liberta a sereia que retorna ao rio.
8. Super Xuxa contra o Baixo Astral (1988)
Na década de 80 Xuxa reinava nas manhãs apresentando o Xou da Xuxa. O filme Super Xuxa contra o baixo astral foi filmado no Rio de Janeiro e eu pude ver uma das cenas sendo gravada na praia de Ipanema (onde as crianças pintavam um muro de um posto de gasolina no início do filme). A história de Xuxa tentando salvar seu cachorrinho das garras do Baixo Astral (Guilherme Karan fazendo papel de um vilão underground) contava com a participação do Trem da Alegria e de Jonas Torres, famoso na década por interpretar Bacana, o parceiro de Juba e Lula em Armação Ilimitada. O uso de efeitos especiais da época, músicas no meio do filme e fantoches hoje em dia pode parecer cômico e datado, mas o filme foi um sucesso de bilheteria na época.
7. Uma escola atrapalhada (1990)
Os Trapalhões eram apenas coadjuvantes nesse filme, por incrível que pareça. Polegar, Supla, Angélica, Maria Mariana, Selton Mello e Leonardo Brício eram os estudantes de um colégio particular de elite. Os novos alunos Angélica e Polegar no começo eram discriminados pela panelinha dos antigos alunos mas no decorrer do filme acabam sendo aceitos pelo grupo. O clima de romance adolescente da trama infantil era cortado por clipes musicais (como muitos dos filmes nacionais para o público jovem), e a trama era recheada de clichés. Participação de Gugu Liberato como um dos professores da escola.
6. A Princesa Xuxa e os Trapalhões (1989)
Um filme de aventura que se passava num planeta distante, Xuxa era uma princesa prisioneira em seu palácio que não sabia que Ratan, o governante do reino escravizava as crianças do reino (mais uma vez a participação especial da banda Trem da Alegria). Com a ajuda dos Cavaleiros Trapalhões: o Cavaleiro Sem Nome (Didi), Mussain (Mussum), Dedeon (Dedé) e Zacalig (Zacarias) ela consegue derrotar Ratan e libertar as crianças. Zacarias é protagonista de cenas hilárias como um mágico/inventor cujas invenções nunca funcionam corretamente. Em uma das cenas memoráveis ele tenta escapar por um duto e acaba com a cabeça presa em um vaso sanitário. Um dos últimos filmes antes de sua morte em 1990.
5. Menino Maluquinho, o Filme (1994)
O livro de Ziraldo ganhou uma adaptação fantástica para o cinema em 1994. Gravado em Belo Horizonte, contava com Patrícia Pillar como a mãe do Maluquinho no elenco e foi uma adaptação bastante fiel à obra de Ziraldo. Um dos melhores filmes infantis já produzidos no Brasil, sem qualquer dúvida.
4. Turma da Mônica: A Princesa e o Robô (1983)
Na minha opinião, o melhor dos filmes da Turma da Mônica. A animação conta a história de um robô que disputa vários torneios em busca do amor da princesa mimi. Após vencer o torneio, o robô precisa conseguir um coração de verdade para poder se casar com a princesa. Mas o vilão da história o manda para o planeta terra onde ele encontra a turma da Mônica que decide ajudá-lo em sua aventura. Um clássico.
3. Sonho de Verão (1990)
Sérgio Malandro interpreta um trambiqueiro que decide passar as férias numa mansão de dois passageiros que transportou em seu taxi. Adolescentes que estavam indo para uma colônia de férias acabam aparecendo por engano na porta da mansão e o personagem de Sérgio Malandro se aproveita para despistar os empregados da casa. A casa vira uma zona, no fim a tramóia toda é descoberta, mas a prisão personagem é impedida pela filha dos donos da mansão. Repleta de atos musicais das paquitas e paquitos do Xou da Xuxa e com participações especiais de celebridades como Fausto Silva.
2. Os Trapalhões na terra dos Monstros (1989)
Os trapalhões, Angélica e Conrado se vêem presos dentro de uma caverna na Pedra da Gávea no Rio de Janeiro. Lá eles encontram uma civilização perdida de monstros que os ajudam a voltar para casa. O filme contava com participações especiais de Gugu, Dominó.
1. Lua de Cristal (1990)
Basicamente a história da Cinderela adaptada para um cenário brasileiro. Xuxa sonha em ser cantora e vai morar na casa de sua tia no Rio de Janeiro onde é forçada a fazer trabalhos domésticos e sofre nas mãos de sua prima (interpretada por Júlia Lemmertz). Durante a trama ela se apaixona por um garçom de lanchonete interpretado por Sérgio Mallandro e conquista a amizade de alunos de uma escola de canto (paquitos e paquitas em participação especial). Final trash, porém o filme foi sucesso de bilheteria com quase 5 milhões de espectadores nos cinemas.
Gorillaz é uma banda fictícia, e seus membros são personagens animados. Logo todos os seus clipes são desenhos contando “as aventuras” da banda. Visualmente atraentes, e com tramas meio bizarras, são sempre vídeos interessantes.
9. Mark Ronson e Lilly Allen – Oh my God
A parceria dos dois fez um som excelente, no vídeo a versão animada de Lily está muito parecida com a cantora. O clipe me lembra muito “uma cilada para Roger Rabbit”, com a animação interagindo com a realidade.
8. Radiohead – Paranoid Android
Um clipe completamente psicodélico, mas ao mesmo tempo fascinante e se encaixando perfeitamente com a música e seguindo a personalidade da banda.
7. Gram – Você pode ir na janela
A triste história das nove vidas de um gato ganhou popularidade na MTV. Um clipe inteligente que agregou valor a uma banda até então desconhecida. Uma pena que não conseguiram dar continuidade a sua popularidade.
6. The White Stripes – Fell in love with a girl
Só pelo fato de ter sido feito com Lego, já merece estar nessa lista.
5. Titãs – Os cegos do castelo
Na minha opinião, o melhor videoclipe da banda. A história trágica do desenho combina perfeitamente com a música melodramática.
4. Marisa Monte – Diariamente
Como fazer um clipe para uma música que envolve tantos objetos como Diariamente? A resposta veio num desenho animado simples, mas que engloba completamente e até agrega valor artístico a música.
3. Daft Punk – Harder, Better, Faster, Stronger entre outros
O Daft Punk foi além de fazer um clipe com animações, eles fizeram uma série. O mangá intergalático foi dividido em várias partes, cada uma delas servindo de clipes para músicas da banda. O resultado ficou excelente.
2. A-ha – Take on Me
Definitivamente a música e o clipe de maior sucesso do A-ha. O uso da animação interagindo com a realidade ficou perfeito, e deixou o clipe na memória de muita gente.
1. Pearl Jam – Do the Evolution
O desenho apocalíptico é perfeito como clipe de Do the Evolution. As mensagens sobre a natureza e evolução do homem, o estado do mundo atual e pra onde as coisas podem ir são mostradas perfeitamente no desenho. Impactante e chocante, não tinha como não encabeçar esta lista.
Hoje em dia conviver com robôs é uma realidade. Eles estão presentes desde montadoras de automóveis, brinquedos e servindo té de animais de estimação artificiais. Mas não é de hoje que robôs aparecem em filmes e programas de TV, o fascínio pela interação desses seres artificiais e nós seres humanos sempre perpetuou a mente dos telespectadores. Muitos destes robôs acabaram virando ícones e ficaram na memória de muitos:
9. Megaman
Presente até hoje como uma das principais criações da Capcom, e porque não dos videogames, Megaman foi o personagem-título de um jogo eletrônico criado nos anos 80 por Akira Kitamura. O sucesso do jogo acabou resultando em sequências e se tornou uma das séries de maior sucesso financeiro da empresa. Nos anos 90 um desenho animado baseado no personagem e sua hstória foi desenvolvido. Acredito que Megaman seja robô mais bem sucedido do gênero, conquistou fãs ao redor do mundo e se estabeleceu como um dos personagens mais populares dos jogos eletrônicos.
8. Anri (Jaspion)
Quem cresceu nas décadas de 80 e 90 está acostumado a ver robôs na televisão. Praticamente todo herói de seriado japonês trazia algum companheiro eletrônico, seja como ajudantes ou robôs imensos para enfrentar monstros gigantes no final dos episódios. Jaspion possuia ambos. Se Daileon era a máquina gigante que destruia os inimigos colossais, Anri era a andróide coadjuvante. Dona de uma personalidade forte, em vários episódios ela entrava em “curto” e ao invés de CTRL ALT DEL a maneira de restaurá-la era consertar uma caixa de fusíveis e fios atrás da roupa vermelha. Completamente trash e impensável nos dias de hoje, mas bastante nostálgico para quem cresceu assistindo a série.
7. Wall-E
O personagem da Disney-Pixar se tornou um ícone instantâneo. A história cativante do robô progamado para limpar um planeta devastado e acaba adquirindo uma personalidade própria, e principalmente uma curiosidade sobre a cultura humana, é fascinante. O visual que a Pixar criou complementa perfeitamente a história da Disney. A expressividade dos robôs foi um fator crucial para que os expectadores conseguissem se identificar com o personagem principal. Mas a trama interessante e personalidade do robô sedimentaram o filme e Wall-E como um dos robôs mais originais desta década.
6. C3PO
Devo confessar que achava C3PO chato. O robô programado para ser um serviçal sempre me pareceu pedante e medroso, mas ao mesmo tempo eu me preocupava com o personagem, não queria vê-lo destruído e se tornando um monte de sucata. Isso demonstra o quanto o personagem foi bem escrito (e dirigido), com uma personalidade e voz própria, além de um visual único e carismático, C3PO se tornou um dos personagens principais de Guerra nas Estrelas sem sombra de dúvida, e um dos robôs mais populares da história do cinema.
5. O Exterminador do Futuro
Quando criou um roteiro de um futuro apocalíptico onde as máquinas se voltavam contra os seres humanos, James Cameron acabou desenvolvendo uma das séries de maior sucesso para a indústria cinematográfica. O Exterminador do Futuro está em alta em 2009, o quarto filme da série é um dos mais aguardados do ano. Desde 1984 vários modelos do Exterminador apareceram nos filmes, mas o original (interpretado por Arnold Scharzenegger) virou o símbolo clássico da série. Frases clássicas como “I’ll be back” e “Hasta la vista baby”, assim como as sequências de ação e até mesmo a atuação “robótica” de Arnold contribuem para a fama e longevidade do Exterminador.
4. Vicki
Super Vicki foi uma das séries mais peculiares da década de 80. Um cientista cria uma andróide em forma de menina e sua família a adota como uma filha. Vicky possuia uma série de atributos sobre-humanos, como superforça e super inteligência, mas muitas vezes levava as ordens recebidas ao pé da letra causando situações cômicas para sua família. A série durou duas temporadas apenas, mas teve um grande sucesso no Brasil, sendo reprisada pela Rede Record na década de 90.
3. Bender
Uma das criações de Matt Groening, o criador de “Os Simpsons”, Bender fazia parte do “elenco” de Futurama, um desenho animado humorístico de ficção científica. Longe de ser robótico, Bender tinha uma personalidade bastante subversiva e em vários episódios demonstrava seu ego e, apesar de tudo, seu carisma. Durante a série Bender já participou de luta livre entre robôs e vagou pelo espaço sendo considerado um Deus por uma comunidade de alienígenas minúsculos que se desenvolveram em seu corpo. Por ser o robô com o senso de humor mais apurado que eu já vi, Bender merece a terceira posição desta lista.
2. Rosie
A empregada doméstica futurística dos Jetsons, Rosie foi uma das primeiras robôs dos desenhos animados e definitivamente uma das mais lembradas. Em um dos episódios da série centrado na personagem ela descobre que seu modelo é ultrapassado e que seus patrões possivelmente não terão mais utilidade alguma para ela. Rosie contempla o suicídio, quase se jogando em um compressor. Os Jetsons conseguem salvá-la, demonstrando seu afeto pela robô carismática que já fazia parte da família. Toda dona de casa possivelmente deseja uma Rosie em suas vidas enquanto passa camisas, lava a louça ou esfrega o chão. Mas provavelmente não possuem a mesma conexão afetiva que os Jetsons tinham com a robô com outros aparelhos domésticos, como a máquina de lavar roupa ou o ferro de passar roupa, mostrando que talvez as donas de casa ainda não estejam prontas para ter uma Rosie em suas vidas.
1. R2D2
O quão nerd alguém deve ser para que R2D2 seja não só seu robô favorito, mas também seu personagem favorito de Guerra nas Estrelas? Pois não está longe da verdade. Acredito que R2D2 encabeça o posto de meu personagem favorito da série junto com Darth Vader, completamente empatado. Como um robô que fala numa linguagem própria pode ter tanto carisma, eu não sei. Mas R2D2 em nenhum momento é apenas uma simples máquina, mas um indíviduo durante toda a série. Sua interação com C3PO e com os outros personagens é de igual para igual, e na minha opinião pessoal melhor do que a de Chewbacca, por exemplo. Tão logo, por causa desse fanatismo nerdiano, não poderia deixar R2D2 fora da primeira posição da minha lista de robôs icônicos.