(des)informações


Tendências: Informações que podem valer milhões.
julho 27, 2009, 7:23 am
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Uma das maiores preocupações no mundo globalizado é ser pioneiro e encontrar a próxima febre de consumo do mercado. Como descobrir que produtos e serviços serão bem sucedidos e criarão novos hábitos de consumo? Na verdade é menos difícil do que se parece, basta ser observador e deixar a criatividade rolar solta.

Uma frase disseminada na cultura dos negócios “think globally, act locally”, é um importante mantra para quem quer descobrir qual será a nova onda do mercado. Muitas empresas japonesas, mexicanas, coreanas, australianas, etc… enfrentam os mesmo problemas que as empresas brasileiras e encontram soluções que podem ser aplicadas do lado de cá do planeta. Nos tempos de globalização é fundamental estar atento não só nas mudanças nos mercados internacionais, como nas soluções que empresas criaram para enfrentar os desafios que estas mudanças trouxeram.

E muitas tendências podem ser percebidas quando se começa a visualizar estas estratégias:

- Aumento do uso de mensagens eletrônicas via portáteis: A febre do twitter está diretamente relacionada à este fator. Poucas empresas pensam nos motivos do sucesso do twitter, concentrando-se apenas em como aproveitar melhor este canal. Um dos motivos do boom dessa rede social, é a facilidade de interação com celulares, smartphones e a objetividade das mensagens. Os adolescentes americanos e europeu se comunicam mais através de SMS de celular do que via e-mails, e esse comportamento tende a aumentar com os smartphones. No Brasil, o custo alto e falta de eficiência das operadoras de celular acaba desviando grande parte dessa comunicação para redes sociais. Os adolescentes conversam via messenger, twitter, orkut e facebook, ao invés do e-mail.

- Entretenimento de Nichos e índices de audiência relativos: A crise que as emissoras de TV estão passando é diretamente decorrente das inovações tecnológicas da época. Antes, um canal de televisão criava programas voltado à família inteira, com elementos que em teoria agradavam a todos, e os altos índices de audiência resultavam em intervalos comerciais concorridos pelas empresas. Hoje em dia isso não funciona mais da mesma forma. A tv a cabo e a internet afetaram diretamente no rendimento e na programação das emissoras de TV. A segmentação é uma necessidade. Um programa que agrada senhoras de 50 a 60 anos não atinge com o mesmo impacto mulheres de 35-45. A variedade que a TV a cabo e canais e sites na internet proporcionam culminam em audiências menores. Os comerciais perderam força, mas os product placements (produtos e marcas inseridos “dentro” do texto ou do cenário de um programa) ganharam uma posição estratégica forte.

A possibilidade de assistir programas online também reduz a audiência de certas emissoras, mas não a popularidade dos programas. E como normalmente os programas exibidos pela internet não possuem intervalos comerciais, esse modelo de publicidade subliminar ganha força.

- Novas Estruturas Familiares: As famílias hoje em dia não são mais tão homogêneas como antigamente, o número de pais solteiros acompanhou o crescimento do número de divórcios, e novas famílias são criadas com segundos e terceiros casamentos. O número de filhos também caiu drásticamente nas três últimas décadas. Além disso, aumentou o número de pessoas que vivem sozinhas e casais sem filhos. Essas novas estruturas afetam uma série de segmentos da economia. Sejam alimentos preparados em menores quantidades, maior foco em produtos infantis (um número menor de filhos em teoria reduziria o consumo destes produtos, mas os custos dos pais são reduzidos e a parcela da renda destinada ao consumo aumenta). O foco em adultos sem filhos também é um nicho importante, a renda destinada ao consumo é obviamente maior do que as famílias com filhos, e aumenta a demanda de produtos para uma ou duas pessoas.

- Maior expectativa de vida: Se a sociedade tem menos filhos, temos mais avós. Com a expectativa de vida mais alta nos países desenvolvidos, surgiram uma série de serviços e produtos destinados à terceira idade. No Brasil ainda é um público que precisa ser melhor explorado. A “melhor idade” também é bastante distinta das décadas passadas. Estes senhores e senhoras procuram diversão e relaxamento, aumentando o número de excursões, viagens e spas, assim como produtos cosméticos e estéticos específicos para esta idade.

- Menor lealdade dos consumidores: Infelizmente para as empresas essa é uma tendência que cada vez mais se torna comum. O avanço tecnológico e acessibilidade de informações e produtos pela internet faz com que a concorrência se torne cada vez mais acirrada. O custo de experimentar o produto do seu concorrente é cada vez menor. Se antigamente bastava ter um ponto de venda bem localizado para o sucesso, hoje em dia é cada vez mais o diferencial do seu produto, serviço e posicionamento da marca que cria um relacionamento com seus consumidores. Por outro lado, estes são excelentes pontos fortes para novas empresas no mercado, é possível conquistar seus clientes adotando estratégias inteligentes e oferecendo um produto ou serviço diferenciado.

O ciclo de vida das novas tendências também é cada vez mais curto. A velocidade de inovações tecnológicas e culturais é absurda, mais um motivo que torna essencial manter olhos e ouvidos abertos. Se antes empresários deveriam se preocupar apenas com o que os seus clientes querem comprar hoje, agora o importante é saber o que eles irão desejar no mês que vem.



5 (7) coisas que você nunca deve colocar em seu currículo
julho 22, 2009, 10:17 pm
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Pesquisando sobre carreiras encontrei este post interessante sobre informações desnecessárias que não agregam valor e podem até tirar o foco do seu currículo. O post é bem interessante e tendo participado e organizado alguns processos seletivos, acredito que essas dicas são importantes para a construção de um bom currículo.

As cinco dicas são:

1. Não fornecer dados pessoais: concordo plenamente. A sua vida profissional deve estar em evidência, não a pessoal. Dito isso, ainda existem empresas que valorizam saber o estado civil dos candidatos para ter uma idéia do “perfil” que este possui. Não só isso é um comportamento arcaico, como discriminatório.

A idade também pode ser um fator que as empresas julguem de forma errada, a empresa pode discriminar candidatos muito jovens ou acima da idade que a “empresa está buscando”. Em algumas empresas, essas táticas arcaicas não mudaram, infelizmente continuam existindo com uma nova forma: hoje em dia as empresas criam vagas para “recém-formados”, não considerando o histórico profissional do candidato, que pode estar buscando uma vaga inicial numa nova área de trabalho.

Por isso, minha dica é se você acreditar que seus dados pessoais podem agregar valor pra vaga que você está procurando, coloque. Os hobbies, idem. Se agregam valor ao currículo vale a pena colocar, se é apenas um hobby pessoal que não agrega valor para sua carreira, deixe de fora e converse sobre isso com seu chefe e colegas depois que conseguir o emprego.

2. Colocar toda sua experiência profissional desde a adolescência. Concordo discordando. Você pode sim colocar toda a sua experiência profissional se você não tem um histórico muito grande. E dependendo das experiências que você teve no passado, pode sim ser relevante para a vaga em questão e um diferencial. Especialmente se forem trabalhos no exterior. Essas informações também incrementam seu perfil, podem mostrar que você teve que aprender a lidar com a administração de uma loja, por exemplo, e podem sim ser relevante à vaga. Mas procure não se estender em experiências muito antigas. Dê preferência para as recentes e/ou mais relevantes para a vaga em questão.

3. Se estender por mais de duas páginas. Difícil, mas não impossível. O currículo exige um bom trabalho de síntese e foco. Coloque os dados mais relevantes (experiência profissional mais recente e relevante) e dados acadêmicos. Deixe a segunda página para cursos extra-curriculares (a não ser que um desses cursos seja exigência da vaga, como Java, PHP), línguas, hobbies e etc. Objetivo é uma faca de dois gumes. Eu não coloco no currículo nem acredito nos objetivos da pessoa que coloca salvo profissionais que buscam uma vaga muito específica. Mas, se quiser colocar, evite ser muito específico e muito vago,  o senso comum é colocar em prática e aprimorar meus conhecimentos na área de interesse (de preferência a da vaga em questão), não é incomum ver candidatos colocando “para auxiliar no progresso e desenvolvimento dos objetivos da empresa”. Muito lindo. Mas apenas serve como “encheção de lingüiça”.

4. Pronomes Pessoais. Concordo. Evite ao máximo. Corte o “eu” e diga “participei de um projeto X, auxiliei no planejamento do projeto Y” ou destaque apenas as funções “análise de custos do projeto Z, elaboração de estratégias para o departamento XYZ, criação e desenvolvimento de ABC”. Jamais use a terceira pessoa “Gisela trabalhou como gerente de compras em 2006 depois migrou para uma agência de publicidade onde ela fez trabalhos ligados à internet”.
5. Referências. Corretíssima a posição da autora. Devem ser solicitadas após a leitura do currículo e das entrevistas pessoais.
Excelentes as dicas do post, mas a autora esqueceu de 2 dicas essenciais:

6. Não use fontes de difícil leitura, e organize o texto de forma clara. Por via das dúvidas use Arial, Times New Roman, Verdana… Fontes agradáveis, em um tamanho legível e num formato fácil de visualisar as informações. Já recebi um currículo que era quase uma planilha do excel, não muito agradável de ler e isso passa uma sensação de desorganização.
7. Coloque foto apenas se requisitado. Se não pedirem foto, não coloque. Se acaba perdendo espaço no currículo, e pelo menos em teoria não agrega valor ao currículo. Pedir foto é considerado uma atitude extremamente anti-profissional e um sinal de que a vaga pode não ser muito séria, mas por incrível que pareça não é incomum, infelizmente, para vagas de atendimento e em outros países). Se pedirem foto escolha uma que passe sensação de profissionalismo e simpatia.


Mídias Sociais: Tsunami ou Marola?
julho 20, 2009, 4:28 pm
Filed under: marketing, mídia social, propaganda | Tags: , , , ,

Um dos assuntos do momento na área de Marketing é o investimento de empresas em estratégias de Mídias sociais. Para quem não conhece o termo, Mídia Social é qualquer ferramenta de interação social online (Orkut, Facebook, Twitter, Blogs e até mesmo MSN), e empresas passaram a ver esses lugares como excelentes para estratégias promocionais.

A quantidade de horas que uma pessoa passa na frente do computador aumenta diariamente, assim como o tempo dedicado à estes sites de relacionamento. Portanto, a visibilidade que estes oferecem para a marca de sua empresa é grande.

Mas a pergunta é, quais os resultados que se pode ter destas estratégias?

Como em todos os casos de promoções, é muito difícil calcular qual o resultado direto das estratégias adotadas, quantas pessoas vão efetivamente comprar seu produto e se esse resultado cobre os custos investidos.

Acredito no entanto que mais importante do que estratégias promocionais está a interação com os consumidores finais, fortalecimento da marca e especialmente feedback. Muitas empresas ainda são míopes nessa vertente de mídias sociais, de descobrir o que as pessoas pensam da sua marca, do seu serviço, os problemas encontrados e sugestões dos clientes que podem resultar em melhorias importantes e vantagem competitiva nos produtos e serviços. Esse levantamento de dados e relacionamento com os clientes é o grande pote de ouro que as empresas deveriam procurar.

Já vi estratégias ridículas, de propaganda, vinculando marcas com artistas jovens, quando o público alvo da empresa era mais velho. E me pergunto qual o benefício dessa estratégia? O que a empresa quer passar com essa mensagem? O que os clientes pensam disso? Muita gente joga fora dinheiro investindo em ações não planejadas e péssimamente executadas na blogosfera e twitosfera, tentando copiar ações que deram certo.

Mas, é tudo uma questão de aprendizado. Por ser uma nova maneira de interagir com seus clientes, as velhas soluções não se encaixam e funcionam tão bem quanto antes. Mas com o tempo, os casos de sucesso e os erros e acertos provam que as ações em mídias sociais estão apenas no seu começo. A questão não deve ser se são um Tsunami com impacto profundo ou apenas uma marola, mas sim que existe um oceano de oportunidades a ser explorado.



Colchão do Milhão
junho 11, 2009, 3:43 am
Filed under: notícias | Tags: ,

Em pleno século vinte e um ainda existem aquelas pessoas que guardam dinheiro em seus colchões. Uma israelense jogou fora por engano um colchão contendo 1 milhão de dinheiros. Imagino a correria que deve estar sendo atrás desse “colchão de ouro”… (via current.com)

dinheiro
uma cama bem confortável (em todos os sentidos)…



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