O continente africano pode parecer exótico como destinação turística na mente de muita gente que só pensa em férias em Nova York ou na Europa. Mas cada vez mais se torna um dos meus maiores sonhos turísticos. Meu pai já visitou três dos seis países que eu mais quero visitar no continente, e apesar de seus relatos não serem exatamente reconfortantes, minha vontade de conhecer ainda é imensa, e vem crescendo cada vez mais que leio sobre os lugares, vejo documentários sobre os países, ou escuto histórias de pessoas que estiveram lá…
Um dos países da África mediterrânea, a Tunísia recentemente virou uma atração turística mundial. O país possui uma história milenar, desde os fenícios que fundaram Cartago, passando pelo domínio turco-otomano e pela colonização francesa. Tanto pelo clima, quanto pela diversidade cultural, mas principalmente a arquitetura arabesca local e os sítios arqueológicos, são fatores que a tornam um dos países que eu mais gostaria de conhecer, mesmo sabendo que meu pai pegou intoxicação alimentar quando esteve lá.
Acredito que o Egito deva estar na lista de países a serem conhecidos de muita gente por aí. A cultura egípcia clássica, seus mistérios, sua arquitetura e sua história se tornaram um patrimônio da humanidade, e facilmente reconhecidas pelo mundo afora. O Egito ainda fascina as pessoas. Confesso que os motivos da minha vontade de ir ao Egito são os mais turísticos possíveis, aquela vontade de tirar foto de óculos escuros sorrindo em frente da esfinge e das pirâmides.
As ilhas Seychelles representavam até seu descobrimento pelos europeus, o verdadeiro significado de “ilhas desertas paradisíacas”. Eram completamente desabitadas, e tinham praias fantásticas. Desde de seu descobrimento ela recebeu imigrantes de diversas partes do mundo (África, India e Europa), o que acabou criando uma diversidade cultural grande e única. Como o Egito, no entanto, não é essa diversidade cultural o meu maior interesse nas ilhas, e sim o cenário fantástico, suas praias e o clima. Só essa foto já me dá vontade de largar esse post no meio e pegar o primeiro avião. Por quê eu não nasci milionário?
Só o fato de ser o país africano que não só teve a colonização mais extensiva, como acabou virando o exemplo extremo de como o racismo pode dividir e acabar com uma sociedade, a África do Sul já merece minha atenção. Conheci vários Sul Africanos em Londres, e todos eles me contaram experiências e mostraram fotos fantásticas do país. Já vi gente mudar sua vida completamente quando conseguiu a oportunidade de ir estudar Estudos Africanos e Sociologia em Cape Town. Tudo isso aliado às belezas naturais da região, os Safaris turísticos e os mergulhos com tubarões, colocam o país entre os que eu mais quero visitar no mundo inteiro.
Um dos meus maiores pesares é não ter ido ao Marrocos durante os anos em que morei na Europa, não apenas pela facilidade de acesso e baixo custo das passagens (embora estes sejam fatores importantes), mas pelo meu completo fascínio pela cultura do país. As várias etnias que compuseram a história do país acabaram criando uma cultura única. A arte marroquina se expressa de inúmeras maneiras ligadas às tradições das culturas variadas que passaram por aquelas terras, desde tapetes ornados, passando pela arquitetura, cerâmica, música, escultura e culinária. O deserto do Saara, o Mediterrâneo, tudo funciona perfeitamente como um imã me atraindo para aquela região.
Definitivamente a Tanzânia ocupa um dos lugares mais altos dos 10 países que eu mais quero conhecer do mundo. A grande maioria das pessoas deve arregalar os olhos, porque jamais ouviram falar da Tanzânia, ou de qualquer coisa que valha a pena visitar neste país. O arquipélado de Zanzibar na verdade é a parte do país que mais me atrai, tudo bem que o berço da humanidade pode ser encontrado no continente, assim como o monte Kilimanjaro (que uma das ex-colegas de trabalho que eu mais admiro no mundo inteiro vai subir ao cume no seu aniversário este ano), mas Zanzibar é a menina dos meus olhos em todo continente africano. Além de servir de entreposto comercial para Árabes, Persas e Chineses, mais de 120 tribos africanas contribuíram para a cultura do local. Além disso tudo é uma das jóias do mundo ainda pouco exploradas pela indústria do turismo. Sendo um país ainda com suas origens e identidade mantidas. Aos poucos, como todo resto do planeta, isso vai mudando, daí a urgência da minha vontade de conhecer o país, antes que ele vire um conglomerado de resorts com uma lanchonete fast food em cada esquina.
Safari significa Jornada em Swahili. O mundo ocidental perdeu muito o significado da palavra quando a introduziu em seus dicionários. Mas, eu pretendo um dia realizar um Safari de verdade.












