Tryvertising – A onda da experimentação
Uma tendência global vem se firmando nos últimos meses: o tryvertising.
Amostras são usadas há decadas por empresas para testar seus produtos, mas esse processo de experimentação está passando por uma rápida evolução. Mais do que nunca, o marketing migra da promoção clássica, para o marketing de experiência. Um dos casos mais conhecidos é o da loja da Apple, que cria um ambiente único para seus consumidores em suas lojas.
O tryvertising é parte dessa tendência. A distribuição de amostras até então era feita de forma pouco segmentada, era difícil calcular quantas das pessoas que ganharam as amostras usariam o produto ou se recomendariam para seus amigos. Atualmente, cada vez mais as empresas buscam “defensores” de suas marcas, para tanto escolhem algumas pessoas do segmento específico do seu produto para experimentá-lo e promovê-lo para amigos.
Esse é o primeiro passo. A nova forma de fazer sampling está ainda mais focada na experiência. De acordo com o site de tendências trendwatching.com, conceito de product placement migrou das telas da TV para a vida real, e as ações de sampling em locais estratégicos estão tendo bons resultados. Esse artigo, mostra como o tryvertising está sendo usado por empresas do segmento automotivo, de alimentos e bebidas, eletrônicos.
Existem inúmeras possibilidades de ações que estimulam os consumidores a experimentar seu produto, seja oferecendo sua bebida em eventos, ou posicionando seu produto em hotéis. A chave do tryvertising é criar uma experiência memorável do seu produto, fazendo com que os consumidores liguem a marca do seu produto ao momento em questão.
O fenômeno está indo além, já existem tryvertising stores, espaços onde os trysumers (clientes dispostos a experimentar produtos) podem escolher amostras e depois preencher um questionário sobre o produto. Na estoultimo, loja de Barcelona, os interessados pagam 5 euros por mês e podem experimentar 5 produtos.
Ainda é cedo pra dizer se esta tendência vai se consolidar ou não, mas seguindo um dos propósitos do tryvertising, não há mal nenhum em experimentar.
Vestidos de Noiva das Princesas da Disney
agosto 7, 2009, 3:46 pm
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Aproveitando o mercado de kidults (adultos que ainda possuem certos comportamentos infantis, como comprar brinquedos e assistir desenhos animados), foi lançada uma coleção de vestidos de noiva baseados nas princesas da Disney (Ariel, Cinderela, Branca de Neve, Bela, Bela Adormecida e Jasmine).
O mercado de Kidults é bem amplo, e pode ser que esta empreitada se transforme num grande sucesso.
via Current.com
Lista do Dia: 7 marcas de chocolates descontinuadas
agosto 5, 2009, 2:40 pm
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7. Nestlé Noblesse
Um dos bombons da “caixa azul” (Especialidades) da Nestlé, o Noblesse era um “tubinho” de chocolate em forma de tronco (exatamente igual ao formato antigo do diplomata) que tinha um recheio branco cremoso. Não era um grande sucesso da empresa, mas chegou a ter outras versões de produtos, como Ovo de Páscoa e torta gelada. Estranhamente a embalagem do ovo de Páscoa era vermelha, enquanto a do chocolate era prateada, talvez para enfatizar mais a marca Nestlé do que a marca Noblesse, pouco conhecida.
6. Kri
Apesar da marca Kri não ser mais encontrada nas prateleiras dos supermercados, o chocolate ainda pode ser encontrado à venda com facilidade com um novo nome e uma nova embalagem; Crunch. Apesar da grande mudança, particularmente acho a marca Crunch mais atualizada tanto no nome quanto na estética, mas muita gente sente saudade das listras azuis e vermelhas do Kri.
5. Chocolates Turma da Mônica Nestlé
Uma excelente jogada estratégica da Nestlé. Na década de 90 ela não tinha liderança no segmento de chocolates, Garoto e Lacta eram marcas bem posicionadas no mercado, especialmente no segmento infantil. A entrada de outras empresas no mercado (como a argentina Arcor com a Tortuguita, e o Kinder Ovo da italiana Ferrero) aumentava a competição, e mostrava que a demanda do mercado infantil por novos produtos era grande. Usar a marca Turma da Mônica e propagandas nas revistas em quadrinhos de Maurício de Souza foi uma grande sacada para conseguir uma fatia de mercado. E até hoje é lembrado por kidults saudosistas.
4. Personalidades Garoto
Adotando a mesma estratégia da Nestlé, a Garoto criou uma caixa especial de bombons simples de chocolate ao leite e chocolate branco (bem parecidos no formato com Nougat e Opereta da “caixa amarela”), utilizando as imagens dos personagens da Warner (Pernalonga, Marvin, etc…). O foco também era o mercado infantil, e aproveitar o sucesso destes personagens em meados da década (revitalizados com o filme Space Jam, e outras produções).
3. Surpresa
Surpresa era uma barra de chocolate da Nestlé também voltada ao público infantil, que vinha com figurinhas de papelão colecionáveis. Os temas eram sempre educativos, informações sobre animais e dinossauros (aproveitando a febre do lançamento do filme Jurassic Park, o parque dos dinossauros). Foi extinta mais ou menos quando o chocolate da Turma da Mônica foi criado.
2. Lollo
Quem nasceu antes da década de 90 se lembra que o Milkybar da nestlé tinha outro nome, e uma vaquinha como “garota propaganda”. O Lollo é um marco na infância de muitos marmanjos e jovens senhoras por aí, e até hoje eu ainda tenho sérias dúvidas se a mudança para Milkybar foi tão benéfica assim ao produto. O posicionamento do Lollo era tão sólido na mente do público-alvo (crianças), que até hoje é lembrado e até mesmo chamado de Lollo por muitos destes. Pode ser apenas saudosismo, mas ainda acredito que a força da vaquinha como símbolo da marca é muito maior que a do Milkybar.
1. Cigarrinhos de Chocolate Pan
Politicamente incorretos, mas um clássico. Os Cigarrinhos de Chocolate da Pan viraram um símbolo da década de 80 exatamente por toda a polêmica envolvida de apologia ao fumo. A embalagem clássica também acabou se tornando um ícone e é lembrada por muitos adultos dessa geração. Definitivamente entrou para a história como um produto com um conceito inimaginável nos dias de hoje, mas lembrado com nostalgia por toda uma geração.
Bônus: Bombom Ameixa da Garoto
Era o bombom odiado pela maioria dos consumidores da “caixa amarela”. Mas era um dos meus favoritos. Acreditava que eu fosse o único a gostar desse sabor exótico, mas recentemente descobri que existem outros fãs dos bombons por aí, até mesmo na blogosfera. Toda vez que eu abro a caixa amarela eu sinto saudades. E fico impressionado de como o bombom que sempre sobrava na caixa aqui de casa (crocante), sobreviveu até os dias de hoje.
Tendências: Informações que podem valer milhões.
Uma das maiores preocupações no mundo globalizado é ser pioneiro e encontrar a próxima febre de consumo do mercado. Como descobrir que produtos e serviços serão bem sucedidos e criarão novos hábitos de consumo? Na verdade é menos difícil do que se parece, basta ser observador e deixar a criatividade rolar solta.
Uma frase disseminada na cultura dos negócios “think globally, act locally”, é um importante mantra para quem quer descobrir qual será a nova onda do mercado. Muitas empresas japonesas, mexicanas, coreanas, australianas, etc… enfrentam os mesmo problemas que as empresas brasileiras e encontram soluções que podem ser aplicadas do lado de cá do planeta. Nos tempos de globalização é fundamental estar atento não só nas mudanças nos mercados internacionais, como nas soluções que empresas criaram para enfrentar os desafios que estas mudanças trouxeram.
E muitas tendências podem ser percebidas quando se começa a visualizar estas estratégias:
- Aumento do uso de mensagens eletrônicas via portáteis: A febre do twitter está diretamente relacionada à este fator. Poucas empresas pensam nos motivos do sucesso do twitter, concentrando-se apenas em como aproveitar melhor este canal. Um dos motivos do boom dessa rede social, é a facilidade de interação com celulares, smartphones e a objetividade das mensagens. Os adolescentes americanos e europeu se comunicam mais através de SMS de celular do que via e-mails, e esse comportamento tende a aumentar com os smartphones. No Brasil, o custo alto e falta de eficiência das operadoras de celular acaba desviando grande parte dessa comunicação para redes sociais. Os adolescentes conversam via messenger, twitter, orkut e facebook, ao invés do e-mail.
- Entretenimento de Nichos e índices de audiência relativos: A crise que as emissoras de TV estão passando é diretamente decorrente das inovações tecnológicas da época. Antes, um canal de televisão criava programas voltado à família inteira, com elementos que em teoria agradavam a todos, e os altos índices de audiência resultavam em intervalos comerciais concorridos pelas empresas. Hoje em dia isso não funciona mais da mesma forma. A tv a cabo e a internet afetaram diretamente no rendimento e na programação das emissoras de TV. A segmentação é uma necessidade. Um programa que agrada senhoras de 50 a 60 anos não atinge com o mesmo impacto mulheres de 35-45. A variedade que a TV a cabo e canais e sites na internet proporcionam culminam em audiências menores. Os comerciais perderam força, mas os product placements (produtos e marcas inseridos “dentro” do texto ou do cenário de um programa) ganharam uma posição estratégica forte.
A possibilidade de assistir programas online também reduz a audiência de certas emissoras, mas não a popularidade dos programas. E como normalmente os programas exibidos pela internet não possuem intervalos comerciais, esse modelo de publicidade subliminar ganha força.
- Novas Estruturas Familiares: As famílias hoje em dia não são mais tão homogêneas como antigamente, o número de pais solteiros acompanhou o crescimento do número de divórcios, e novas famílias são criadas com segundos e terceiros casamentos. O número de filhos também caiu drásticamente nas três últimas décadas. Além disso, aumentou o número de pessoas que vivem sozinhas e casais sem filhos. Essas novas estruturas afetam uma série de segmentos da economia. Sejam alimentos preparados em menores quantidades, maior foco em produtos infantis (um número menor de filhos em teoria reduziria o consumo destes produtos, mas os custos dos pais são reduzidos e a parcela da renda destinada ao consumo aumenta). O foco em adultos sem filhos também é um nicho importante, a renda destinada ao consumo é obviamente maior do que as famílias com filhos, e aumenta a demanda de produtos para uma ou duas pessoas.
- Maior expectativa de vida: Se a sociedade tem menos filhos, temos mais avós. Com a expectativa de vida mais alta nos países desenvolvidos, surgiram uma série de serviços e produtos destinados à terceira idade. No Brasil ainda é um público que precisa ser melhor explorado. A “melhor idade” também é bastante distinta das décadas passadas. Estes senhores e senhoras procuram diversão e relaxamento, aumentando o número de excursões, viagens e spas, assim como produtos cosméticos e estéticos específicos para esta idade.
- Menor lealdade dos consumidores: Infelizmente para as empresas essa é uma tendência que cada vez mais se torna comum. O avanço tecnológico e acessibilidade de informações e produtos pela internet faz com que a concorrência se torne cada vez mais acirrada. O custo de experimentar o produto do seu concorrente é cada vez menor. Se antigamente bastava ter um ponto de venda bem localizado para o sucesso, hoje em dia é cada vez mais o diferencial do seu produto, serviço e posicionamento da marca que cria um relacionamento com seus consumidores. Por outro lado, estes são excelentes pontos fortes para novas empresas no mercado, é possível conquistar seus clientes adotando estratégias inteligentes e oferecendo um produto ou serviço diferenciado.
O ciclo de vida das novas tendências também é cada vez mais curto. A velocidade de inovações tecnológicas e culturais é absurda, mais um motivo que torna essencial manter olhos e ouvidos abertos. Se antes empresários deveriam se preocupar apenas com o que os seus clientes querem comprar hoje, agora o importante é saber o que eles irão desejar no mês que vem.
Lista do dia: Marcas que viraram sinônimos de Produtos
Não é difícil encontrar por aí milhares de pessoas pedindo para comprar determinados produtos usando a marca como referência. Mas, em alguns casos o produto passou a ser denominado pela marca de referência ao invés do nome do produto, o que é o sonho de qualquer empresa, porque é o caso extremo da sua marca ficar vinculada ao produto na cabeça do consumidor. E não é difícil pensar em uma lista de produtos do dia-a-dia cujas marcas se tornaram mais populares que a denominação do produto em si. Você provavelmente usa, ou já viu alguém usando, alguma dessas marcas ao invés do nome produto em si:
- Caneta Bic / Esferográfica;
- Yakult / Leite Fermentado;
- Bom Bril / Palha de Aço;
- Liquid Paper / Corretivo;
- Modess / Absorvente;
- Xerox / Fotocópias;
- Leite Moça / Leite Condensado;
- Maizena / Amido de Milho;
- Gillette / Aparelho de barbear;
- Miojo / Macarrão Instantâneo;
- Band-Aid / Curativos;
- Sucrilhos / Cereal;
- Cotonete / hastes flexíveis com ponta de algodão;
- Durex / fita adesiva;
- Nutry / barrinha de cereal;
- Aspirina / analgésico;
- Tylenol / paracetamol;
- Chiclete / Goma de Mascar;
- Sundown / Protetor Solar;
- Ipod / Aparelho de MP3, Discman e Walkman / Toca-Cds portátil e Toca-Fitas;
- Sedex / Envios de courier.
Apesar de ser um desejo de praticamente toda empresa conseguir que sua marca alcance esse patamar de reconhecimento, é cada vez mais difícil que isso ocorra. Normalmente novos produtos tendem a ser mais fáceis de serem reconhecidos pela marca, mas quando um produto (ou sua categoria) já está vinculado a uma marca mesmo se o fabricante sair do mercado a marca ainda permanece na cabeça do consumidor (como o caso do Modess).
Para nós, consumidores, é importante perceber a importância que as marcas ganharam, e os motivos que fizeram essa fixação. Se a qualidade dos produtos for condizente com a popularidade da marca e o custo, excelente, mas caso contrário, é melhor apagar a marca da sua mente e começar a pesquisar os concorrentes.