(des)informações


Um dia na internet, números
dezembro 10, 2009, 3:49 pm
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Encontrei via o twitter da Martha Gabriel, uma análise numérica do fluxo de informações que acontece na internet diariamente:

  • O número de e-mails enviados diariamente fica em torno de 210 bilhões.
  • Mais de 3 milhões de imagens são publicadas no Flickr todos os dias.
  • O número de gigabytes de informação processada por celulares diariamente supera 43 bilhões de GB.
  • 700 mil pessoas ingressam no facebook diariamente.
  • 5 milhões de tweets são publicados diariamente, enquanto blogueiros postam 900.000 artigos diariamente.

Minha pergunta no entanto é:  o quanto dessas informações é relevante? Quanta duplicação de conhecimento e até mesmo desinformação está sendo criada diariamente?

É interessante ver os números altos de conteúdo, mas quantidade não é igual a qualidade.

Quando eu penso nos e-mails por exemplo, imagino qual a porcentagem destes era realmente necessária, qual a porcentagem de SPAM e quantos efetivamente são lidos.

Por isso, acredito que nós “prosumers” de conteúdo temos que tomar cuidado, para não transformar essa era da informação numa era de desinformação.



Tendências: Informações que podem valer milhões.
julho 27, 2009, 7:23 am
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Uma das maiores preocupações no mundo globalizado é ser pioneiro e encontrar a próxima febre de consumo do mercado. Como descobrir que produtos e serviços serão bem sucedidos e criarão novos hábitos de consumo? Na verdade é menos difícil do que se parece, basta ser observador e deixar a criatividade rolar solta.

Uma frase disseminada na cultura dos negócios “think globally, act locally”, é um importante mantra para quem quer descobrir qual será a nova onda do mercado. Muitas empresas japonesas, mexicanas, coreanas, australianas, etc… enfrentam os mesmo problemas que as empresas brasileiras e encontram soluções que podem ser aplicadas do lado de cá do planeta. Nos tempos de globalização é fundamental estar atento não só nas mudanças nos mercados internacionais, como nas soluções que empresas criaram para enfrentar os desafios que estas mudanças trouxeram.

E muitas tendências podem ser percebidas quando se começa a visualizar estas estratégias:

- Aumento do uso de mensagens eletrônicas via portáteis: A febre do twitter está diretamente relacionada à este fator. Poucas empresas pensam nos motivos do sucesso do twitter, concentrando-se apenas em como aproveitar melhor este canal. Um dos motivos do boom dessa rede social, é a facilidade de interação com celulares, smartphones e a objetividade das mensagens. Os adolescentes americanos e europeu se comunicam mais através de SMS de celular do que via e-mails, e esse comportamento tende a aumentar com os smartphones. No Brasil, o custo alto e falta de eficiência das operadoras de celular acaba desviando grande parte dessa comunicação para redes sociais. Os adolescentes conversam via messenger, twitter, orkut e facebook, ao invés do e-mail.

- Entretenimento de Nichos e índices de audiência relativos: A crise que as emissoras de TV estão passando é diretamente decorrente das inovações tecnológicas da época. Antes, um canal de televisão criava programas voltado à família inteira, com elementos que em teoria agradavam a todos, e os altos índices de audiência resultavam em intervalos comerciais concorridos pelas empresas. Hoje em dia isso não funciona mais da mesma forma. A tv a cabo e a internet afetaram diretamente no rendimento e na programação das emissoras de TV. A segmentação é uma necessidade. Um programa que agrada senhoras de 50 a 60 anos não atinge com o mesmo impacto mulheres de 35-45. A variedade que a TV a cabo e canais e sites na internet proporcionam culminam em audiências menores. Os comerciais perderam força, mas os product placements (produtos e marcas inseridos “dentro” do texto ou do cenário de um programa) ganharam uma posição estratégica forte.

A possibilidade de assistir programas online também reduz a audiência de certas emissoras, mas não a popularidade dos programas. E como normalmente os programas exibidos pela internet não possuem intervalos comerciais, esse modelo de publicidade subliminar ganha força.

- Novas Estruturas Familiares: As famílias hoje em dia não são mais tão homogêneas como antigamente, o número de pais solteiros acompanhou o crescimento do número de divórcios, e novas famílias são criadas com segundos e terceiros casamentos. O número de filhos também caiu drásticamente nas três últimas décadas. Além disso, aumentou o número de pessoas que vivem sozinhas e casais sem filhos. Essas novas estruturas afetam uma série de segmentos da economia. Sejam alimentos preparados em menores quantidades, maior foco em produtos infantis (um número menor de filhos em teoria reduziria o consumo destes produtos, mas os custos dos pais são reduzidos e a parcela da renda destinada ao consumo aumenta). O foco em adultos sem filhos também é um nicho importante, a renda destinada ao consumo é obviamente maior do que as famílias com filhos, e aumenta a demanda de produtos para uma ou duas pessoas.

- Maior expectativa de vida: Se a sociedade tem menos filhos, temos mais avós. Com a expectativa de vida mais alta nos países desenvolvidos, surgiram uma série de serviços e produtos destinados à terceira idade. No Brasil ainda é um público que precisa ser melhor explorado. A “melhor idade” também é bastante distinta das décadas passadas. Estes senhores e senhoras procuram diversão e relaxamento, aumentando o número de excursões, viagens e spas, assim como produtos cosméticos e estéticos específicos para esta idade.

- Menor lealdade dos consumidores: Infelizmente para as empresas essa é uma tendência que cada vez mais se torna comum. O avanço tecnológico e acessibilidade de informações e produtos pela internet faz com que a concorrência se torne cada vez mais acirrada. O custo de experimentar o produto do seu concorrente é cada vez menor. Se antigamente bastava ter um ponto de venda bem localizado para o sucesso, hoje em dia é cada vez mais o diferencial do seu produto, serviço e posicionamento da marca que cria um relacionamento com seus consumidores. Por outro lado, estes são excelentes pontos fortes para novas empresas no mercado, é possível conquistar seus clientes adotando estratégias inteligentes e oferecendo um produto ou serviço diferenciado.

O ciclo de vida das novas tendências também é cada vez mais curto. A velocidade de inovações tecnológicas e culturais é absurda, mais um motivo que torna essencial manter olhos e ouvidos abertos. Se antes empresários deveriam se preocupar apenas com o que os seus clientes querem comprar hoje, agora o importante é saber o que eles irão desejar no mês que vem.



Mídias Sociais: Tsunami ou Marola?
julho 20, 2009, 4:28 pm
Filed under: marketing, mídia social, propaganda | Tags: , , , ,

Um dos assuntos do momento na área de Marketing é o investimento de empresas em estratégias de Mídias sociais. Para quem não conhece o termo, Mídia Social é qualquer ferramenta de interação social online (Orkut, Facebook, Twitter, Blogs e até mesmo MSN), e empresas passaram a ver esses lugares como excelentes para estratégias promocionais.

A quantidade de horas que uma pessoa passa na frente do computador aumenta diariamente, assim como o tempo dedicado à estes sites de relacionamento. Portanto, a visibilidade que estes oferecem para a marca de sua empresa é grande.

Mas a pergunta é, quais os resultados que se pode ter destas estratégias?

Como em todos os casos de promoções, é muito difícil calcular qual o resultado direto das estratégias adotadas, quantas pessoas vão efetivamente comprar seu produto e se esse resultado cobre os custos investidos.

Acredito no entanto que mais importante do que estratégias promocionais está a interação com os consumidores finais, fortalecimento da marca e especialmente feedback. Muitas empresas ainda são míopes nessa vertente de mídias sociais, de descobrir o que as pessoas pensam da sua marca, do seu serviço, os problemas encontrados e sugestões dos clientes que podem resultar em melhorias importantes e vantagem competitiva nos produtos e serviços. Esse levantamento de dados e relacionamento com os clientes é o grande pote de ouro que as empresas deveriam procurar.

Já vi estratégias ridículas, de propaganda, vinculando marcas com artistas jovens, quando o público alvo da empresa era mais velho. E me pergunto qual o benefício dessa estratégia? O que a empresa quer passar com essa mensagem? O que os clientes pensam disso? Muita gente joga fora dinheiro investindo em ações não planejadas e péssimamente executadas na blogosfera e twitosfera, tentando copiar ações que deram certo.

Mas, é tudo uma questão de aprendizado. Por ser uma nova maneira de interagir com seus clientes, as velhas soluções não se encaixam e funcionam tão bem quanto antes. Mas com o tempo, os casos de sucesso e os erros e acertos provam que as ações em mídias sociais estão apenas no seu começo. A questão não deve ser se são um Tsunami com impacto profundo ou apenas uma marola, mas sim que existe um oceano de oportunidades a ser explorado.




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