(des)informações


Tryvertising – A onda da experimentação
dezembro 11, 2009, 8:45 am
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Uma tendência global vem se firmando nos últimos meses: o tryvertising.

Amostras são usadas há decadas por empresas para testar seus produtos, mas esse processo de experimentação está passando por uma rápida evolução. Mais do que nunca, o marketing migra da promoção clássica, para o marketing de experiência. Um dos casos mais conhecidos é o da loja da Apple, que cria um ambiente único para seus consumidores em suas lojas.

O tryvertising é parte dessa tendência. A distribuição de amostras até então era feita de forma pouco segmentada, era difícil calcular quantas das pessoas que ganharam as amostras usariam o produto ou se recomendariam para seus amigos. Atualmente, cada vez mais as empresas buscam “defensores” de suas marcas, para tanto escolhem algumas pessoas do segmento específico do seu produto para experimentá-lo e promovê-lo para amigos.

Esse é o primeiro passo. A nova forma de fazer sampling está ainda mais focada na experiência. De acordo com o site de tendências trendwatching.com, conceito de product placement migrou das telas da TV para a vida real, e as ações de sampling em locais estratégicos estão tendo bons resultados. Esse artigo, mostra como o tryvertising está sendo usado por empresas do segmento automotivo, de alimentos e bebidas, eletrônicos.

Existem inúmeras possibilidades de ações que estimulam os consumidores a experimentar seu produto, seja oferecendo sua bebida em eventos, ou posicionando seu produto em hotéis. A chave do tryvertising é criar uma experiência memorável do seu produto, fazendo com que os consumidores liguem a marca do seu produto ao momento em questão.

O fenômeno está indo além, já existem tryvertising stores, espaços onde os trysumers (clientes dispostos a experimentar produtos) podem escolher amostras e depois preencher um questionário sobre o produto. Na estoultimo, loja de Barcelona, os interessados pagam 5 euros por mês e podem experimentar 5 produtos.

Ainda é cedo pra dizer se esta tendência vai se consolidar ou não, mas seguindo um dos propósitos do tryvertising, não há mal nenhum em experimentar.



Vestidos de Noiva das Princesas da Disney

princesas_disney

Aproveitando o mercado de kidults (adultos que ainda possuem certos comportamentos infantis, como comprar brinquedos e assistir desenhos animados), foi lançada uma coleção de vestidos de noiva baseados nas princesas da Disney (Ariel, Cinderela, Branca de Neve, Bela, Bela Adormecida e Jasmine).

O mercado de Kidults é bem amplo, e pode ser que esta empreitada se transforme num grande sucesso.

via Current.com



CEO de marca de moda americana demite funcionários por feiúra
julho 28, 2009, 6:33 am
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Está circulando na internet um rumor de que o CEO da marca americana American Apparel (que tem uma loja em São Paulo) estaria demitindo funcionários de sua empresa usando critérios estéticos. Em outras palavras, ele estaria mandando embora quem não se enquadra no seu padrão de beleza.

O motivo dessas demissões seria o número de vendas mais baixo que o esperado da empresa. O “poderoso chefão” teria decidido então pedir para que os gerentes de suas lojas tirassem fotos de seus funcionários, demitindo todos aqueles que não se enquadravam estéticamente no perfil da empresa.

Não é incomum no mercado (infelizmente) uma preocupação estética com funcionários que atuam nas áreas de vendas e atendimento ao cliente, mas esta estratégia da American Apparel além de preconceituosa é extremamente infantil e pouco inteligente. Ao invés de desligar os colaboradores com os desempenhos de venda mais baixos, utilizaram um critério fútil e sem planejamento estratégico.

Existem fatores importantes que o CEO deixou de considerar antes de tomar esta decisão, como os impactos da crise econômica americana em seu negócio, a situação do mercado e como seu produto e nível de serviço é percebido pelo cliente.

Lamentável.



Documentário Indiano sobre a sensualidade e moda brasileira
julho 27, 2009, 9:25 am
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A NDTV (parte de um grande conglomerado de mídia da ásia) produziu um documentário interessante sobre a moda e sensualidade brasileira nos bastidores do São Paulo Fashion Week. É interessante ver a nossa cultura sob uma perspectiva oriental, e como o Brasil é percebido pelo resto do mundo.

O documentário cita dados interessantes sobre a evolução do segmento no Brasil, são 30.000 empresas ligadas ao ramo da moda que empregam 2.07 milhões de pessoas e geram de 8% a 10% do PIB nacional. A importância da moda brasileira no mercado internacional aumenta a cada ano, e esse documentário é um indício da força e qualidade de design das marcas brasileiras.

O mercado indiano (um dos maiores e que mais crescem no mundo) pode ser um importante ponto estratégico nas inserções internacionais das empresas de moda, especialmente de moda praia, como o próprio documentário aponta.  As similaridades climáticas e o gosto por cores fortes e brilhantes fazem da moda brasileira um par quase perfeito para a cultura indiana, assim como o crescimento econômico de ambos os países e sua posição estratégica na economia global no grupo BRIC (Brasil, Rússia, India e China) como potências econômicas ascendentes.

Outro segmento importante mencionado pelo documentário são os produtos de tratamento capilar, as brasileiras chegam a utilizar até 5 produtos diferentes em seus cabelos diariamente, e o cuidado com o cabelo para algumas é mais importante do que o cuidado com o corpo.

Entre as empresas e designers em destaque no documentário se encontram Cia. Marítima, Alexandre Herchcovitch, Osklen, Cavalera e Ronaldo Fraga.

Um ponto negativo importante é a necessidade de aulas de inglês de parte dos entrevistados brasileiros desse documentário. Se a moda brasileira quer ser percebida e compreendida no mercado internacional é fundamental que estes profissionais chave melhorem seus conhecimentos na língua inglesa.

Link do documentário: http://www.ndtv.com/news/videos/video_player.php?id=1139163

via Current.com



Tendências: Informações que podem valer milhões.
julho 27, 2009, 7:23 am
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Uma das maiores preocupações no mundo globalizado é ser pioneiro e encontrar a próxima febre de consumo do mercado. Como descobrir que produtos e serviços serão bem sucedidos e criarão novos hábitos de consumo? Na verdade é menos difícil do que se parece, basta ser observador e deixar a criatividade rolar solta.

Uma frase disseminada na cultura dos negócios “think globally, act locally”, é um importante mantra para quem quer descobrir qual será a nova onda do mercado. Muitas empresas japonesas, mexicanas, coreanas, australianas, etc… enfrentam os mesmo problemas que as empresas brasileiras e encontram soluções que podem ser aplicadas do lado de cá do planeta. Nos tempos de globalização é fundamental estar atento não só nas mudanças nos mercados internacionais, como nas soluções que empresas criaram para enfrentar os desafios que estas mudanças trouxeram.

E muitas tendências podem ser percebidas quando se começa a visualizar estas estratégias:

- Aumento do uso de mensagens eletrônicas via portáteis: A febre do twitter está diretamente relacionada à este fator. Poucas empresas pensam nos motivos do sucesso do twitter, concentrando-se apenas em como aproveitar melhor este canal. Um dos motivos do boom dessa rede social, é a facilidade de interação com celulares, smartphones e a objetividade das mensagens. Os adolescentes americanos e europeu se comunicam mais através de SMS de celular do que via e-mails, e esse comportamento tende a aumentar com os smartphones. No Brasil, o custo alto e falta de eficiência das operadoras de celular acaba desviando grande parte dessa comunicação para redes sociais. Os adolescentes conversam via messenger, twitter, orkut e facebook, ao invés do e-mail.

- Entretenimento de Nichos e índices de audiência relativos: A crise que as emissoras de TV estão passando é diretamente decorrente das inovações tecnológicas da época. Antes, um canal de televisão criava programas voltado à família inteira, com elementos que em teoria agradavam a todos, e os altos índices de audiência resultavam em intervalos comerciais concorridos pelas empresas. Hoje em dia isso não funciona mais da mesma forma. A tv a cabo e a internet afetaram diretamente no rendimento e na programação das emissoras de TV. A segmentação é uma necessidade. Um programa que agrada senhoras de 50 a 60 anos não atinge com o mesmo impacto mulheres de 35-45. A variedade que a TV a cabo e canais e sites na internet proporcionam culminam em audiências menores. Os comerciais perderam força, mas os product placements (produtos e marcas inseridos “dentro” do texto ou do cenário de um programa) ganharam uma posição estratégica forte.

A possibilidade de assistir programas online também reduz a audiência de certas emissoras, mas não a popularidade dos programas. E como normalmente os programas exibidos pela internet não possuem intervalos comerciais, esse modelo de publicidade subliminar ganha força.

- Novas Estruturas Familiares: As famílias hoje em dia não são mais tão homogêneas como antigamente, o número de pais solteiros acompanhou o crescimento do número de divórcios, e novas famílias são criadas com segundos e terceiros casamentos. O número de filhos também caiu drásticamente nas três últimas décadas. Além disso, aumentou o número de pessoas que vivem sozinhas e casais sem filhos. Essas novas estruturas afetam uma série de segmentos da economia. Sejam alimentos preparados em menores quantidades, maior foco em produtos infantis (um número menor de filhos em teoria reduziria o consumo destes produtos, mas os custos dos pais são reduzidos e a parcela da renda destinada ao consumo aumenta). O foco em adultos sem filhos também é um nicho importante, a renda destinada ao consumo é obviamente maior do que as famílias com filhos, e aumenta a demanda de produtos para uma ou duas pessoas.

- Maior expectativa de vida: Se a sociedade tem menos filhos, temos mais avós. Com a expectativa de vida mais alta nos países desenvolvidos, surgiram uma série de serviços e produtos destinados à terceira idade. No Brasil ainda é um público que precisa ser melhor explorado. A “melhor idade” também é bastante distinta das décadas passadas. Estes senhores e senhoras procuram diversão e relaxamento, aumentando o número de excursões, viagens e spas, assim como produtos cosméticos e estéticos específicos para esta idade.

- Menor lealdade dos consumidores: Infelizmente para as empresas essa é uma tendência que cada vez mais se torna comum. O avanço tecnológico e acessibilidade de informações e produtos pela internet faz com que a concorrência se torne cada vez mais acirrada. O custo de experimentar o produto do seu concorrente é cada vez menor. Se antigamente bastava ter um ponto de venda bem localizado para o sucesso, hoje em dia é cada vez mais o diferencial do seu produto, serviço e posicionamento da marca que cria um relacionamento com seus consumidores. Por outro lado, estes são excelentes pontos fortes para novas empresas no mercado, é possível conquistar seus clientes adotando estratégias inteligentes e oferecendo um produto ou serviço diferenciado.

O ciclo de vida das novas tendências também é cada vez mais curto. A velocidade de inovações tecnológicas e culturais é absurda, mais um motivo que torna essencial manter olhos e ouvidos abertos. Se antes empresários deveriam se preocupar apenas com o que os seus clientes querem comprar hoje, agora o importante é saber o que eles irão desejar no mês que vem.



Como linhas aéreas econômicas européias conquistaram vantagens competitivas
julho 23, 2009, 8:28 am
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O sucesso de empresas como a Easyjet e Ryanair que oferecem vôos a um preço mais baixo no continente europeu espantou muita gente. A grande sacada das empresas foi que existia uma grande parcela dos clientes de vôos curtos que estava à procura apenas de transporte, ao invés de conforto e até mesmo luxo que eram oferecidos pelas companhias aéreas convencionais.

Visando obter um preço competitivo, a estratégia das empresas foi adotar uma série de medidas para reduzir o preço de suas tarifas como:

- Um número maior de passageiros por avião (148 passageiros num 737 contra 128 das cias. concorrentes).

- Maior velocidade nas operações da aeronave (Otimizando o uso das aeronaves disponíveis).

- Vôos diretos ponto-a-ponto e aeroportos menores, com tarifas e custos operacionais mais baixos.

- Bilhetes vendidos majoritariamente através da internet.

- Não oferece serviços de bordo, entretenimento, classes executivas, lounges e serviços premium aos seus clientes.

- Frota padronizada (um tipo de aeronave apenas) – reduz custos de manutenção e treinamento de pessoal.

- Melhor utilização do RH e pessoal o número de passageiros por empregado fica em torno de 9700 na Ryanair, enquanto nas cias tradicionais é em torno de 730.

Com todas essas medidas, as empresas conseguem fazer uma economia em torno de 43% no preço de suas passagens. Resta saber se este cenário continuará com a atual crise econômica. A Ryanair anunciou cortes no seu pessoal este ano, e a maior parte dos clientes que viajavam por estas companhias são sensíveis a aumentos nos preços das passagens aéreas.

fonte



Amazon compra site de venda de calçados por 847 milhões de dólares
julho 23, 2009, 7:01 am
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A Amazon.com, empresa de comércio eletrônico americana, anunciou ontem a compra do site Zappos.com, que começou como um site especializado na venda de calçados mas expandiu seu mix de produtos para bolsas, relógios, acessórios, mídia e eletrônicos. Esta expansão do mix de produtos pode ser um dos motivos do interesse da Amazon pelo site, uma vez que o site poderia se tornar um concorrente em potencial.

De acordo com o site da revista fast company, o investimento da Amazon foi menor do que a receita anual do Zappos (estimada em 1 bilhão de dólares). Apesar do preço abaixo do faturamento, a fast company aponta que o modelo de negócios do Zappos com grandes estoques e altos custos logísticos pode ser problemático neste momento de crise.

Agora é esperar para ver como a fusão das duas empresas vai ocorrer, apesar de atuarem no mesmo canal, as empresas possuem culturas empresariais completamente diferentes e competem entre si em algumas categorias de produto.

fonte: fast company




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