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Um dos bombons da “caixa azul” (Especialidades) da Nestlé, o Noblesse era um “tubinho” de chocolate em forma de tronco (exatamente igual ao formato antigo do diplomata) que tinha um recheio branco cremoso. Não era um grande sucesso da empresa, mas chegou a ter outras versões de produtos, como Ovo de Páscoa e torta gelada. Estranhamente a embalagem do ovo de Páscoa era vermelha, enquanto a do chocolate era prateada, talvez para enfatizar mais a marca Nestlé do que a marca Noblesse, pouco conhecida.
Apesar da marca Kri não ser mais encontrada nas prateleiras dos supermercados, o chocolate ainda pode ser encontrado à venda com facilidade com um novo nome e uma nova embalagem; Crunch. Apesar da grande mudança, particularmente acho a marca Crunch mais atualizada tanto no nome quanto na estética, mas muita gente sente saudade das listras azuis e vermelhas do Kri.
5. Chocolates Turma da Mônica Nestlé
Uma excelente jogada estratégica da Nestlé. Na década de 90 ela não tinha liderança no segmento de chocolates, Garoto e Lacta eram marcas bem posicionadas no mercado, especialmente no segmento infantil. A entrada de outras empresas no mercado (como a argentina Arcor com a Tortuguita, e o Kinder Ovo da italiana Ferrero) aumentava a competição, e mostrava que a demanda do mercado infantil por novos produtos era grande. Usar a marca Turma da Mônica e propagandas nas revistas em quadrinhos de Maurício de Souza foi uma grande sacada para conseguir uma fatia de mercado. E até hoje é lembrado por kidults saudosistas.
Adotando a mesma estratégia da Nestlé, a Garoto criou uma caixa especial de bombons simples de chocolate ao leite e chocolate branco (bem parecidos no formato com Nougat e Opereta da “caixa amarela”), utilizando as imagens dos personagens da Warner (Pernalonga, Marvin, etc…). O foco também era o mercado infantil, e aproveitar o sucesso destes personagens em meados da década (revitalizados com o filme Space Jam, e outras produções).
Surpresa era uma barra de chocolate da Nestlé também voltada ao público infantil, que vinha com figurinhas de papelão colecionáveis. Os temas eram sempre educativos, informações sobre animais e dinossauros (aproveitando a febre do lançamento do filme Jurassic Park, o parque dos dinossauros). Foi extinta mais ou menos quando o chocolate da Turma da Mônica foi criado.
Quem nasceu antes da década de 90 se lembra que o Milkybar da nestlé tinha outro nome, e uma vaquinha como “garota propaganda”. O Lollo é um marco na infância de muitos marmanjos e jovens senhoras por aí, e até hoje eu ainda tenho sérias dúvidas se a mudança para Milkybar foi tão benéfica assim ao produto. O posicionamento do Lollo era tão sólido na mente do público-alvo (crianças), que até hoje é lembrado e até mesmo chamado de Lollo por muitos destes. Pode ser apenas saudosismo, mas ainda acredito que a força da vaquinha como símbolo da marca é muito maior que a do Milkybar.
1. Cigarrinhos de Chocolate Pan
Politicamente incorretos, mas um clássico. Os Cigarrinhos de Chocolate da Pan viraram um símbolo da década de 80 exatamente por toda a polêmica envolvida de apologia ao fumo. A embalagem clássica também acabou se tornando um ícone e é lembrada por muitos adultos dessa geração. Definitivamente entrou para a história como um produto com um conceito inimaginável nos dias de hoje, mas lembrado com nostalgia por toda uma geração.
Bônus: Bombom Ameixa da Garoto
Era o bombom odiado pela maioria dos consumidores da “caixa amarela”. Mas era um dos meus favoritos. Acreditava que eu fosse o único a gostar desse sabor exótico, mas recentemente descobri que existem outros fãs dos bombons por aí, até mesmo na blogosfera. Toda vez que eu abro a caixa amarela eu sinto saudades. E fico impressionado de como o bombom que sempre sobrava na caixa aqui de casa (crocante), sobreviveu até os dias de hoje.
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Já citei Eleição neste blog, mais especificamente na lista de filmes que eu adoro mas que pouca gente ouviu falar (aqui). Um filme de 99 que conta a história de como a crise de meia idade de um professor afeta uma eleição de presidente do corpo estudantil de um colégio americano. Uma comédia inteligente e com excelentes atores. Matthew Broderick (o eterno Ferris Bueller de Curtindo a vida adoidado) interpreta o professor em crise de meia idade que se vê destinado a acabar com os sonhos presidenciais de Tracy Flick, uma aluna extremamente motivada e determinada (Reese Witherspoon em interpretação fanástica). O filme ainda conta com a participação de Chris Klein como um jogador de futebol pouco inteligente, porém bem intencionado, e Jessica Campbell, que interpreta uma adolescente lésbica revoltada. Vale a pena assistir, garanto boas risadas.
09. Viva a Babá Morreu! (Don’t tell Mom the Babysitter’s dead, 1991)
Christina Applegate é a estrela desse filme de 1991. A história é bem adolescente, quando sua mãe sai de férias para a Austrália, ela deixa seus cinco filhos sob a supervisão de uma babá velha e nazista. A sorte das crianças muda quando a babá bate as botas. O problema é que o dinheiro que sua mãe tinha deixado para as compras e contas da casa também some quando eles dão um sumiço no corpo da velha. O resultado é Christina procurando um emprego e tendo que amadurecer para cuidar dos seus irmãos. Ao longo do filme as crianças amadurecem e conseguem cuidar da casa sozinhos.
08. Jovens Bruxas (The Craft, 1996)
Bem antes do sucesso de Charmed na TV americana, Jovens Bruxas lidava com feiticeiras adolescentes descobrindo seus poderes. Quando Sarah começa sua nova escola, ela conhece um grupo de três amigas que se denominam bruxas. Mal sabem elas que Sarah tem poderes mágicos de verdade, herdados de sua mãe. Elas começam a praticar mágica, mas acabam fazendo feitiços egoístas que acabam se tornando mais sombrios. Sarah começa a perceber que a magia está fazendo mais mal do que bem as suas amigas e se vê forçada a combatê-las. Com Neve Campbell no elenco, foi sucesso absoluto entre os adolescentes da época.
07. Romeu e Julieta (Romeo + Juliet, 1996)
Uma versão modernizada do clássico de William Shakespeare com Leonardo Di Caprio e Claire Danes encabeçando o elenco. Foi um grande sucesso de bilheteria na época em que foi lançado, com uma trilha sonora bem escolhida e personagens bem adaptados à década de 90. O cenário de drogas e armas de fogo se encaixou quase que perfeitamente com o romance do filme, e alavancou as carreiras dos protagonistas. Romeu e Julieta se transformou um clássico da literatura, num filme clássico da década de 90.
06. Nunca fui Beijada (Never been kissed, 1999)
Drew Barrimore interpreta uma jornalista introspectiva em Nunca Fui Beijada. Para provar sua capacidade profissional resolve se infiltrar num colégio da região para conseguir reportagens sobre os adolescentes de Chicago e seus estilos de vida. O problema é a incapacidade de interação social da protagonista, que foi a menina mais zoada de seu colegial. Com a ajuda de seus colegas de trabalho e de seu irmão ela acaba conseguindo se tornar uma das meninas populares da escola e acaba se apaixonando por um de seus professores. Uma comédia romântica bem escrita, com um elenco de primeira, como David Arquette, Molly Shannon, John C. Reilly, Michael Vartan, LeeLee Sobieski e Jessica Alba no início de carreira como uma das patricinhas coadjuvantes.
05. As Patricinhas de Beverly Hills (Clueless, 1995)
Alicia Silverstone começou a ficar famosa quando estrelava clipes do Aerosmith nos anos 90. As Patricinhas de Beverly Hills foi o primeiro grande filme da atriz (e um dos poucos, depois do fiasco como a Batgirl de Batman e Robin ela praticamente desapareceu das telas do cinema). O filme conta a história de uma patricinha alienada de Beverly Hills, como ela tenta fazer projetos “sociais” em sua escola e acaba se apaixonando pelo seu meio irmão. O clima fútil do filme virou sucesso entre as meninas da época que desejavam ter o mesmo estilo de vida de Cher e suas amigas e o filme acabou virando uma série de TV da Nickelodeon.
Se você não viveu completamente alienado à mídia da última década você provavelmente viu, ou ouviu falar de Pânico. O filme revitalizou o gênero de horror, com uma trama inteligente (que chega até a ser engraçada) e com estratégias de marketing inteligentes, como a atriz que foi colocada como principal do filme no poster (Drew Barrimore) ser a primeira a ser assassinada. O final do filme também é um dos mais originais, no que diz respeito à identidade do assassino. O sucesso gerou sequências, cópias do filme (como Eu sei o que vocês fizeram no verão passado) e uma série de paródias cômicas (Todo mundo em pânico). Há rumores de que a série vai voltar as telonas nos próximos meses. Será que o sucesso continua, ou será que a fórmula já foi assassinada muitas vezes?
Os hormônios em ebulição de adolescentes prestes a se formar na escola é o tema principal da comédia American Pie. Assim como Pânico, serviu de plataforma para muitas comédias similares e acabou virando uma série de filmes bem sucedidos nas bilheterias mundiais. A trama pastelão dos rapazes que querem perder a virgindade antes do baile de formatura é rechada de cenas hilariantes que foram copiadas e parodiadas em outros filmes e programas. O elenco também é muito competente, de lá saíram vários atores para a TV e o cinema, como Jason Biggs, Sean William Scott, Alyson Hannigan, Tara Reid, entre outros.
02. 10 coisas que eu odeio em você (10 things I hate about you, 1999)
Este filme provavelmente é um dos favoritos de 9,5 entre 10 mulheres. 10 coisas que eu odeio em você é uma modernização de “A megera domada” (outra peça de William Shakespeare). A história de uma adolescente que só pode sair se encontrar um par para sua irmã de personalidade forte se adaptou perfeitamente aos dramas e comédia de adolescentes de uma escola americana. Heath Ledger e Julia Stiles começaram a decolar suas carreiras com este filme, e conseguiram sucesso durante a década seguinte (até a morte de Ledger em 2008).
01. Segundas Intenções (Cruel Intentions, 1999)
Mais uma adaptação de um clássico literário, desta vez do romance francês Ligações Perigosas, Segundas Intenções transforma o jogo de sedução e manipulação da França anterior à Revolução Francesa para, vocês já sabem, adolescentes de uma escola dos dias de hoje. Katherine e Sebastian (interpretados pela fantástica Sarah Michelle Gellar e um convincente Ryan Phillipe), fazem apostas e jogos mentais entre si, envolvendo seus colegas de uma das escolas mais caras do país. O problema começa quando Sebastian tenta seduzir Annette (interpretada por Reese Witherspoon), e acaba se apaixonando por ela. O elenco sólido, aliado a uma trilha sonora fantástica, tornou esse filme um dos melhores da década. E os atores que participaram deste prosseguiram bem sucedidos em sua carreira.
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10. O Mistério de Robin Hood (1990)
Didi interpretava uma versão circense do famoso arqueiro neste filme. A enjoadinha Duda Little era uma menina mimada que havia sido sequestrada e acaba virando parceira do Robin Hood brasileiro. Xuxa era o par romântico, interpretando uma acrobata do circo. O filme era típico dos trapalhões, mesclando humor e aventura. Não encontrei nenhum vídeo do filme no youtube, a não ser um making off com péssima imagem que foi ao ar no vídeo show antes do filme estreiar no ano de 1990.
09. Mônica e a Sereia do Rio (1987)
Nesta animação dos quadrinhos de Maurício de Souza, Mônica e Cebolinha encontram uma sereia em um lago. Cebolinha planeja levá-la para a televisão e ficar famoso por ter encontrado uma sereia de verdade, mas Mônica discorda do seu plano e liberta a sereia que retorna ao rio.
8. Super Xuxa contra o Baixo Astral (1988)
Na década de 80 Xuxa reinava nas manhãs apresentando o Xou da Xuxa. O filme Super Xuxa contra o baixo astral foi filmado no Rio de Janeiro e eu pude ver uma das cenas sendo gravada na praia de Ipanema (onde as crianças pintavam um muro de um posto de gasolina no início do filme). A história de Xuxa tentando salvar seu cachorrinho das garras do Baixo Astral (Guilherme Karan fazendo papel de um vilão underground) contava com a participação do Trem da Alegria e de Jonas Torres, famoso na década por interpretar Bacana, o parceiro de Juba e Lula em Armação Ilimitada. O uso de efeitos especiais da época, músicas no meio do filme e fantoches hoje em dia pode parecer cômico e datado, mas o filme foi um sucesso de bilheteria na época.
7. Uma escola atrapalhada (1990)
Os Trapalhões eram apenas coadjuvantes nesse filme, por incrível que pareça. Polegar, Supla, Angélica, Maria Mariana, Selton Mello e Leonardo Brício eram os estudantes de um colégio particular de elite. Os novos alunos Angélica e Polegar no começo eram discriminados pela panelinha dos antigos alunos mas no decorrer do filme acabam sendo aceitos pelo grupo. O clima de romance adolescente da trama infantil era cortado por clipes musicais (como muitos dos filmes nacionais para o público jovem), e a trama era recheada de clichés. Participação de Gugu Liberato como um dos professores da escola.
6. A Princesa Xuxa e os Trapalhões (1989)
Um filme de aventura que se passava num planeta distante, Xuxa era uma princesa prisioneira em seu palácio que não sabia que Ratan, o governante do reino escravizava as crianças do reino (mais uma vez a participação especial da banda Trem da Alegria). Com a ajuda dos Cavaleiros Trapalhões: o Cavaleiro Sem Nome (Didi), Mussain (Mussum), Dedeon (Dedé) e Zacalig (Zacarias) ela consegue derrotar Ratan e libertar as crianças. Zacarias é protagonista de cenas hilárias como um mágico/inventor cujas invenções nunca funcionam corretamente. Em uma das cenas memoráveis ele tenta escapar por um duto e acaba com a cabeça presa em um vaso sanitário. Um dos últimos filmes antes de sua morte em 1990.
5. Menino Maluquinho, o Filme (1994)
O livro de Ziraldo ganhou uma adaptação fantástica para o cinema em 1994. Gravado em Belo Horizonte, contava com Patrícia Pillar como a mãe do Maluquinho no elenco e foi uma adaptação bastante fiel à obra de Ziraldo. Um dos melhores filmes infantis já produzidos no Brasil, sem qualquer dúvida.
4. Turma da Mônica: A Princesa e o Robô (1983)
Na minha opinião, o melhor dos filmes da Turma da Mônica. A animação conta a história de um robô que disputa vários torneios em busca do amor da princesa mimi. Após vencer o torneio, o robô precisa conseguir um coração de verdade para poder se casar com a princesa. Mas o vilão da história o manda para o planeta terra onde ele encontra a turma da Mônica que decide ajudá-lo em sua aventura. Um clássico.
3. Sonho de Verão (1990)
Sérgio Malandro interpreta um trambiqueiro que decide passar as férias numa mansão de dois passageiros que transportou em seu taxi. Adolescentes que estavam indo para uma colônia de férias acabam aparecendo por engano na porta da mansão e o personagem de Sérgio Malandro se aproveita para despistar os empregados da casa. A casa vira uma zona, no fim a tramóia toda é descoberta, mas a prisão personagem é impedida pela filha dos donos da mansão. Repleta de atos musicais das paquitas e paquitos do Xou da Xuxa e com participações especiais de celebridades como Fausto Silva.
2. Os Trapalhões na terra dos Monstros (1989)
Os trapalhões, Angélica e Conrado se vêem presos dentro de uma caverna na Pedra da Gávea no Rio de Janeiro. Lá eles encontram uma civilização perdida de monstros que os ajudam a voltar para casa. O filme contava com participações especiais de Gugu, Dominó.
1. Lua de Cristal (1990)
Basicamente a história da Cinderela adaptada para um cenário brasileiro. Xuxa sonha em ser cantora e vai morar na casa de sua tia no Rio de Janeiro onde é forçada a fazer trabalhos domésticos e sofre nas mãos de sua prima (interpretada por Júlia Lemmertz). Durante a trama ela se apaixona por um garçom de lanchonete interpretado por Sérgio Mallandro e conquista a amizade de alunos de uma escola de canto (paquitos e paquitas em participação especial). Final trash, porém o filme foi sucesso de bilheteria com quase 5 milhões de espectadores nos cinemas.
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8. Castelo Rá Tim Bum
Seriado da TV Cultura dos anos 90, o Castelo tinha um formato bastante original, histórias diferentes, mas sempre com elementos educativos comuns. Nino o menino feiticeiro e seus amigos viviam pequenas aventuras enquanto descobriam mais sobre o mundo ao seu redor.
7. Caça Talentos
Nos anos 90 a Angélica migrou de emissoras mais de uma vez. Primeiro da extinta Rede Manchete para o SBT, depois para a Rede Globo. Além de um programa de auditório nos moldes dos programas infantis da época, ela ganhou um seriado no estilo de A Feiticeira, Jeanie é um Gênio, e Sabrina a feiticeira adolescente. Caça Talentos contava a história da Fada Bela, uma humana criada por fadas que voltava à terra depois de anos. Com efeitos especiais macarrônicos aliados à um humor pastelão acabou virando um sucesso com as crianças da época.
6. Um Menino muito Maluquinho
Uma das idéias mais brilhantes que eu vi ultimamente na TV brasileira. Uma adaptação do livro de Ziraldo para a telinha, a série foi muito bem construída com três “versões” do menino maluquinho narrando em idades diferentes e intercalando histórias com temáticas similares. O que me deixa triste ao ver o seriado é o fato de que eu me identifico mais com o menino maluquinho adulto e os pais dele do que com as crianças. Também, ver Maria Mariana interpretando mãe do maluquinho, ao invés do papel de “filha”, é mais um sinal da minha velhice.
5. Rá-tim-bum
Senta que lá vem a história… O programa precursor do Castelo Rá-Tim-Bum, uma miríade de esquetes educativas entre uma história principal diferente. Os personagens caricatos e esquetes bem boladas ficaram na memória de quem cresceu nos anos 80 e 90. Marcelo Tas como professor Tibúrcio, o Garoto Bom-Bril como Máscara, Iara Jamra com sua voz estridente como Nina, entre tantos outros personagens… Quando for pai, vou preferir mil vezes que meus filhos vejam os porquinhos do “experimente a refrescante sensação de bem estar, tome um banhinho já” do que o mala do Barney ou Backyardigans.
4. Armação Ilimitada
O melhor seriado da época, ainda vejo Kadu Moliterno como Juba, André de Biase como Lula, Andréa Beltrão como Zelda e Jonas Torres como Bacana toda a vez que os encontro na TV. As aventuras vividas pelos protagonistas, o triângulo amoroso, os esportes radicais, e o cenário carioca se mesclavam para formar esse clássico.
3. Mundo da Lua
Um dos meus sonhos quando criança era ter o gravador do Lucas Silva e Silva, e poder usar a imaginação necessária para tornar todas aquelas peripércias realidade. Mundo da Lua tinha um elenco fantástico, Antônio Fagundes (que dizem por aí foi quase pai de uma blogueira famosa) e Gianfrancesco Guarnieri, faziam o pai e o avô do Lucas no seriado, as histórias fantásticas do menino com imaginação fértil eram minhas preferidas da época, e com certeza fazem parte da minha história.
2. Confissões de Adolescente
Um pouco acima eu dizia me sentir velho vendo a Maria Mariana interpretar a mãe do Menino Maluquinho. Tudo porque eu via ela todas as tardes como Diana durante o começo da minha adolescência. Talvez o Barrados no Baile brasileiro (e até melhor que), sem tanto chororô e com uma pitada de humor, Confissões de Adolescente de livro virou peça e de peça virou o seriado adolescente de maior sucesso na época, com direito à serem convidados para fazer uma temporada na França. Ver a Debora Secco antes da fama subir à cabeça é bem interessante também.
1. Sítio do Pica-pau Amarelo
Confesso que pensei em colocar o Sítio numa posição bem mais abaixo. Mas, apesar de não ser o meu seriado favorito, devo admitir que tem mais méritos do que qualquer outro para estar na primeira posição. A adaptação de Monteiro Lobato para a TV foi um dos primeiros seriados infantis tupiniquins, fazendo sucesso instantâneamente e ficando décadas no ar, ganhando versões mais novas. O sítio encantou crianças de várias gerações, e apresentou o universo de Emília, Narizinho e Pedrinho à muita gente. Um clássico literário transformado numa obra prima da TV brasileira.
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Comercias de vendas pela TV existem há anos. Nos anos 90, após a abertura comercial, vários produtos importados surgiam nos intervalos comerciais, com propagandas dubladas, nas quais era possível ver as bocas dos atores se mexendo descoordenadamente com o som do comercial.
Produtos de limpeza, meias, acessórios para cozinha, um mix bastante diverso de produtos era oferecido. Quase vinte anos depois, algumas dessas propagandas caíram na internet, e tanto os vídeos quando os produtos se tornaram bastante risíveis, embora nostálgicos.
6. Ferro à vapor Fratina
Sua blusa de seda queimou? Ora, jogue fora o seu ferro! A culpa é dele não da sua falta de atenção… E quando você comprava o ferro você ganhava ainda o cabo elétrico e um copo medidor para água. Uau.
5. Contour Pillow
O Countour Pillow era o travesseiro da Nasa da década de 90, era aquele travesseiro mágico que consertaria sua coluna, suas noites de sono e faria seu marido parar de roncar. Tudo bem que era apenas um quadrado de espuma comum e com design horrível, mas a velhinha era tão convincente… Contour Pillow? É um milagre!
4. Penaly Fountain Pen
Você não sente falta de uma caneta que seja forte o suficiente pra furar uma lata de alumínio? Ou quem sabe que possa ser usada como um dardo? Ou que escreva de cabeça para baixo? Não se preocupe, a Penaly Fountain Pen faz tudo isso e ainda mais…
3. Óculos Ambervision
Que Rayban que nada, Hype mesmo é óculos Ambervision. Além de terem um design que fica bem em qualquer rosto bloqueia os raios desfocados deixando passar apenas a luz em foco (q?). (Participações especiais de um comercial do Mapping, uma chamada de um programa sertanejo da época e parte de um dos blocos do programa da Ana Maria Braga).
2. Facas Ginsu
Você já precisou cortar um cano de chumbo com sua faca e ela perdeu o fio? Então você precisa da Ginsu 2000. E vinha com um certificado de garantia de 52 anos. Uau.
1. Sonic 2000
Meu sonho de consumo. E não era pra conseguir ouvir a agulha caindo do outro lado da sala… Imagina, era pra ouvir o que tanto as meninas da minha sala cochichavam no recreio. Eu saberia todos os detalhes sórdidos daqueles cochichos e faria provavelmente a mesma cara do senhor malvado que ouve conversas alheias no comercial. Mas ouvir conversas alheias não era permitido, a não ser que fossem a do seu filho telefonando pra alguém ao invés de estudar.
O Sonic 2000 ainda era indicado para pais relapsos, casais que querem conversar através das paredes, senhoras que falam no cinema e pais que não colocam uma mesa de estudos no quarto da filha. Aumenta em 22,87% (número preciso, uau) a sua audição, e você pode ouvir os verdadeiros sons da natureza.
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12. Aqui Agora
O primeiro programa jornalístico policial da televisão brasileira. O programa passava nas tardes do SBT, com notícias bastante sensacionalístas e repórteres bastante caricatos. Foi o precursor de um formato que até hoje se encontra em algumas emissoras de TV. Quem não lembra de Gil Gomes falando com as mãos enquanto contava suas “reportagens” com voz em tom de mistério?
11. Show de Calouros
Um dos programas clássicos da emissora. Elke Maravilha, Pedro de Lara e Flor eram alguns dos célebres jurados que julgavam os artistas amadores no palco. O lararará da “abertura” é uma daquelas melodias que quem ouviu alguma vez na sua vida dificilmente vai esquecer. Infelizmente. Pedro de Lara surta no vídeo abaixo, chocado com as danças dos calouros.
10. Portas da Esperança
Um programa social do SBT. Os telespectadores enviavam cartas pedindo realizações de sonhos, poderia ser uma geladeira nova, um videogame, conhecer o Agnaldo Timóteo ou uma máquina de fazer fraldas. Acho que foi o único programa na minha vida em que eu vi uma máquina de fazer fraldas.
09. Xaveco / Quer namorar comigo?
Além dos programas sociais, uma das preocupações do SBT eram os programas de relacionamento. O “Quer namorar comigo”, depois renomeado de “Xaveco” era um deles. Pasmem, eu conheci alguém que foi o principal desse programa, o cara que ia lá, fazia as perguntas que iam aos poucos desclassificando as candidatas. No final ficavam um punhado de finalistas. A idéia era quem tinha o melhor “xaveco” ganhava dos concorrentes e o casal se conhecia apenas no fim do programa. Altamente cult, em vista que não encontrei nenhum vídeo deste no Youtube.
08. Show do Milhão
O “who wants to be a millionaire” brasileiro. Foi um grande sucesso de audiência quando foi lançado. Algo que sempre me intrigou no SBT é por que os prêmios são sempre em barras de ouro? Será que os salários dos funcionários do SBT também são pagos em barras de ouro? Será que alguém sai por aí perguntando “oi, você troca 100 reais em barra de ouro por duas de cinquenta”? Olhe o vídeo abaixo com uma participante hilária que “pede ao universo”…
07. Fantasia
Um programa de jogos via telefone, Fantasia ganhou uma grande audiência logo que estreiou. As assistentes de palco cantavam sucessos da música brasileira muitas vezes fora do tom, mas mostravam que precisavam de aulas de português quando faziam divisão de sílabas ao dizerem seus nomes “Mi-chele, Jú-ssara”. O programa começou a decair quando passou a ser apresentado por Carla Perez aos sábados. Mas rendeu o cult abaixo “I de iscola, E de esqueiro”.
06. Disney Club
Em parceria com a Disney, o SBT criou um programa infantil num formato diferente para a época dominada por apresentadoras e programas de palco. Com um programa apresentado por crianças que fingiam estar hackeando o sinal da televisão, e os desenhos de Walt Disney, Disney Club caiu no gosto do público infantil. Os “companheiros” do Comitê Revolucionário Ultra-Jovem (Cruj) ficaram na memória de quem era criança ou pré-adolescente na época.
05. Em nome do amor
Outro programa cujo foco era relacionamentos, Em nome do amor, comandado por Silvio Santos era um programa domenical onde seis participantes (em torno de três homens e três mulheres) formavam casais, conversavam dançavam na frente das câmeras e no final decidiam se iriam começar um relacionamento ou manter apenas a amizade. O uso de binóculos para enxergar as participantes femininas do outro lado do palco, a pergunta fatídica no final “é namoro ou amizade?”, e toda temática do programa fizeram dele um clássico.
04. Programa Livre
Apresentado por Serginho Groisman, com foco nos adolescentes, o Programa Livre era um formato interessante, a platéia fazia perguntas (“Fala garoto”) para celebridades do momento. Depois que o apresentador se desligou da emissora outros apresentadores tentaram manter o programa sem muito sucesso.
03. Passa ou repassa
Uma gincana entre escolas que ficou anos no ar. Apresentado originalmente por Gugu Liberato, depois Angélica e Celso Portioli, suas provas “Torta na cara” e de gincana caíram no gosto do público juvenil. Outros programas tentaram copiar o formato, mas nenhum teve tanto sucesso.
02. Topa tudo por dinheiro
Aviõezinhos de notas de dinheiro, quadros como xampú de ovo, prêmio ou água e pegadinhas. Um clássico dos domingos, Silvio Santos está utilizando alguns dos seus quadros no seu atual programa domenical, mas o formato antigo, o cenário trash, e as caravanas de carapicuíba deixam saudade. O “banho” do Silvio abaixo virou um vídeo de sucesso na internet.
01. Viva a noite
Uma guerra dos sexos entre celebridades, enquanto moças dançavam em taças, bandas populares da época como Dominó, Polegar, Locomia faziam playback no palco, Gugu coordenava provas como “Pictionary”, estourar balões no colo e no peito dos participantes, aos gritos de “É as mulheres oba!” na platéia. Um clássico. Tentaram ressucitar o programa recentemente, mas o formato envelheceu mal, e não conquistou uma grande audiência. E no meio de tudo ainda colocavam a dança da Galinha Azul (q?).
Cruj cruj cruj, tchau.
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Não é de hoje que intervalos comerciais são concorridos. Desde a popularização dos aparelhos de TV as empresas buscam prender a sua atenção nos produtos ou marca delas de qualquer forma. Desde a era do rádio muitas empresas optam por jingles, músicas fáceis de memorizar com as marcas ou produtos destacados na letra e no contexto. No Brasil vários jingles fizeram sucesso nacional ou internacional. Busquei alguns dos mais marcantes para esta lista:
10. Faber Castell
Não é exatamente um jingle, porque ela usou Aquarela, uma música do Toquinho e Vinícius. Mas quem é da minha geração provavelmente pensa nesta propaganda ao ouvir a música.
09. Leader Magazine
“Já é natal…” provavelmente você completou com “… na Leader Magazine”. Esse jingle festivo simples gruda na cabeça como chiclete, e eu sempre me pego repetindo toda vez que leio “Já é natal” em algum lugar. Recentemente ganhou novas versões como esta, mais elaboradas.
08. Matte Leão
Outro jingle que recentemente ganhou uma nova roupagem, a música do Matte Leão foi muito bem elaborada, “Olha o Matte” era o que os vendedores gritavam nas areias do Rio de Janeiro, logo, por causa da música os clientes associavam a marca.
07. Bamerindus
O tempo passa, o tempo voa, mas o jingle do Bamerindus continua aqui na minha cabeça. Fácil memorização, e depois de várias piadinhas com a poupança da Cristina continua numa boa na segunda série, acho que fica guardada em algum neurônio por um bom tempo…
06. Mamíferos
Qual a melhor maneira de fazer um comercial de leite? A Parmalat juntou vários elementos (público alvo = pais e filhos, tema = mamíferos), e acabou criando um dos comerciais mais lembrados e bem sucedidos da década de 90. A música e as crianças fantasiadas aparecendo no vídeo de acordo, fizeram sucesso absoluto, complementado com a venda de bichinhos de pelúcia inspirados nessa propaganda.
05. Estrela
Não consegui achar o vídeo, mas era basicamente crianças brincando com os brinquedos mais populares daquele ano. A música da estrela também ficou guardada na cabeça de quem era criança lá pela segunda metade dos anos 80, primeira metade dos anos 90. Líder do mercado de brinquedos na época, não era de se esperar que as crianças prestassem bastante atenção ao comercial e memorizassem a música quase que imediatamente, se tornando um clássico para aquela geração.
04. Bubbaloo Banana
O chiclete Bubbaloo fez duas propagandas geniais na década de 90. Usando uma versão de Banana Boat song, eles criaram a propaganda do Bubbaloo banana com crianças dançando no ritmo. Outra propaganda com temática escolar foi usada para o Bubbaloo melancia, com uma versão de Pata Pata, da cantora Daúde.
03. Big Mac
Uma propaganda simples, que informava o conteúdo do seu sanduíche mais popular para seus clientes, com uma música pegajosa e de fácil memorização. A promoção que dizia para os clientes cantarem a musiquinha no caixa das lanchonetes também contribuiu para aumentar a popularidade.
02. Banco Nacional
Mais uma propaganda de natal. Por mais que o Banco Nacional não exista mais, a música da propaganda ainda é lembrada todo natal, utilizada em algumas lojas e cantada por alguns corais.
01. Guaraná Antartica
A propaganda pipoca com Guaraná ainda é lembrada por muitos. Além da pipoca, um outro vídeo com uma música mais romântica sobre a pizza também faz parte das memórias dos consumidores. Ponto pra Antartica.
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A evolução dos aparelhos eletrônicos está cada vez mais veloz. Novidades de hoje se tornam obsoletas em alguns meses, e saem de linha rapidamente. Com tantas opções e funções, é difícil parar pensar que já sobrevivemos sem nossos Blackberrys, Ipods e câmeras digitais. Como fazíamos para mandar mensagens, tirar fotos, nos entreter e sobreviver fora de casa? Acabamos nos esquecendo que existiram outros gadgets clássicos que cumpriam com essas funções:
7. Minigames
A música estridente do Tetris destes minigames cinza jamais sairá da minha mente. Uma febre entre crianças das décadas de 80 e 90 os joguinhos simples eram vendidos em camelôs por todo país. Hoje em dia com jogos melhores mais acessíveis nos celulares, lan houses com Counter Strike e videogames portáteis muito mais avançados que um Atari ou Master System é impensável imaginar que esses joguinhos ainda sejam vendidos por aí. Mas, eles ainda existem. Talvez os camelôs que ainda tem essa mercadoria um dia percebam o valor de colecionador, ou revendam para antiquários e museus.
6. Agenda Eletrônica
Se hoje em dia quem tem um Iphone é considerado atual nas salas de aula, na minha época era quem tinha a mais avançada agenda eletrônica. Por mais que todos os estudantes da minha sala ainda utilizassem as velhas agendas de papel para anotar telefones, aniversários e os deveres de casa, todos queriam a versão eletrônica que além disso tinha outras funções, como calculadora, e algumas até diziam “a sorte do dia”. Talvez seja de uma agenda eletrônica que a idéia para a sorte do dia do orkut tenha surgido, quem sabe… Um legado para humanidade.
5. Polaroid
A extinção da Polaroid deixou muita gente deprimida. Além das espécies que matamos por conta do aquecimento global, desenvolvimento não sustentável e poluição desenfreada, gadgets obsoletos também correm risco de extinção. As máquinas de tirar fotos instantâneas tinham seu charme. Os fatos de que você poderia escrever na parte branca das fotos, de que era uma surpresa ver a revelação alguns minutos depois de tiradas e de que as fotos eram temporárias, lentamente se apagando com o tempo, eram características únicas e davam “personalidade” à máquina. Já deixou saudades.
4. Disquete
Até alguns anos atrás era a única maneira de levar dados de um computador para outro. A velocidade crescente da internet, os CDs e DVDs reutilizáveis com mais espaço de armazenamento e principalmente a criação dos pen drives acabaram decretando a morte dos disquetes. Se a versão de 5 polegadas já não era presença obrigatória nos PCs desde a metade da década de 90, a de 3 e meia morreu na primeira metade da década atual, hoje em dia sendo quase impensável um computador novo com um drive para disquetes.
3. Discman / Walkman
Na primeira metade da década de 90 só se era alguém no colégio se você tinha um walkmen e utilizava no recreio para ouvir alguma fita com músicas variadas gravadas das rádios, ou alguma rádio voltada ao público jovem (Jovem Pan, Cidade e RPC aqui no Rio de Janeiro, dependendo do seu estilo musical). Na segunda metade eram os discmans que ditavam a popularidade. Ainda me lembro que me espantava a rapidez com que minhas pilhas descarregavam no discman, e o fato dele não ter receptor de rádio acabou me fazendo voltar a usar walkman com mais frequência. Isso é outra coisa que era essencial naqueles anos dourados, o uso de pilhas. Ou se comprava pilhas baratas em bando, ou pilhas duráveis no supermercado. Um par de pilhas duráveis acabava durando e custando o mesmo que um punhado de pilhas genéricas. E eu sempre tinha um saquinho com 1200 pilhas velhas separadas para reciclagem.
2. Pager
Um dos meus sonhos de consumo da época, pagers, também conhecidos como Bips ou Mobys (por causa da marca mais comum), eram utilizados para receber mensagens de texto digitadas por uma central de atendimento. Eram uma alternativa ou complemento para os celulares, que na época ainda não recebiam mensagens de texto. Com os novos aparelhos celulares que recebiam e enviavam mensagens, o declínio do produto e dos serviços foi rápido, mas ainda era possível aproveitar algumas de suas funções, como ocaso de um dos meus amigos que usou um destes aparelhos como despertador durante anos.
1. Máquina de escrever portátil
Máquinas de escrever foram um ícone do século vinte. A invenção de uma máquina de escrever portátil foi sucesso absoluto. A partir desse momento estudantes, trabalhadores e mesmo donas de casa poderiam fechar suas máquinas numa maleta e carregá-las para onde quisessem. Era o início da tendência da portabilidade se pararmos pra pensar. Computadores e laptops cada vez mais populares (e infinitamente mais leves e compactos) acabaram quase que completamente com o uso das máquinas de escrever. Dito isso, numa das empresas em que eu trabalhei, eu ainda utilizava com frequência uma máquina de escrever para a criação e edição de certos documentos oficiais. Mas infelizmente ela era bem mais moderna, não era um modelo portátil, e não fazia o mesmo barulho das que eram utilizadas quando eu era criança.
Bônus: Fichas Telefônicas

Outro dia meu irmão chega atrasado para um almoço em família e diz: “Desculpe o atraso, tive que passar no Centro e estava sem celular pra avisar”. Obviamente eu falei: “Ué, era só ligar a cobrar do orelhão!”. Antigamente era a única forma de se comunicar com alguém “da rua”. As fichas de orelhão quase tão comuns quanto moedas, e as filas para usar os aparelhos, também. Mais de dez anos depois e meu irmão de 17 anos quase nem se lembra da existência destes aparelhos nas esquinas. Se ele utilizou um orelhão uma vez nos últimos cinco anos foi muito. Logo, prevejo o sentido da expressão “caiu a ficha?” sendo explicado por antropólogos, e provavelmente vão usar uma imagem minha em 1992, usando o orelhão da escola, ligando pra minha mãe pra avisar que a aula ia acabar mais cedo.







