Lista do dia: 7 Gadgets Paleozóicos

A evolução dos aparelhos eletrônicos está cada vez mais veloz. Novidades de hoje se tornam obsoletas em alguns meses, e saem de linha rapidamente. Com tantas opções e funções, é difícil parar pensar que já sobrevivemos sem nossos Blackberrys, Ipods e câmeras digitais. Como fazíamos para mandar mensagens, tirar fotos, nos entreter e sobreviver fora de casa? Acabamos nos esquecendo que existiram outros gadgets clássicos que cumpriam com essas funções:

Brick_game7. Minigames

A música estridente do Tetris destes minigames cinza jamais sairá da minha mente. Uma febre entre crianças das décadas de 80 e 90 os joguinhos simples eram vendidos em camelôs por todo país. Hoje em dia com jogos melhores mais acessíveis nos celulares, lan houses com Counter Strike e videogames portáteis muito mais avançados que um Atari ou Master System é impensável imaginar que esses joguinhos ainda sejam vendidos por aí. Mas, eles ainda existem. Talvez os camelôs que ainda tem essa mercadoria um dia percebam o valor de colecionador, ou revendam para antiquários e museus.

agendaeletronica6. Agenda Eletrônica

Se hoje em dia quem tem um Iphone é considerado atual nas salas de aula, na minha época era quem tinha a mais avançada agenda eletrônica. Por mais que todos os estudantes da minha sala ainda utilizassem as velhas agendas de papel para anotar telefones, aniversários e os deveres de casa, todos queriam a versão eletrônica que além disso tinha outras funções, como calculadora, e algumas até diziam “a sorte do dia”. Talvez seja de uma agenda eletrônica que a idéia para a sorte do dia do orkut tenha surgido, quem sabe… Um legado para humanidade.

polaroid5. Polaroid

A extinção da Polaroid deixou muita gente deprimida. Além das espécies que matamos por conta do aquecimento global, desenvolvimento não sustentável e poluição desenfreada, gadgets obsoletos também correm risco de extinção. As máquinas de tirar fotos instantâneas tinham seu charme. Os fatos de que você poderia escrever na parte branca das fotos, de que era uma surpresa ver a revelação alguns minutos depois de tiradas e de que as fotos eram temporárias, lentamente se apagando com o tempo, eram características únicas e davam “personalidade” à máquina. Já deixou saudades.

disk4. Disquete

Até alguns anos atrás era a única maneira de levar dados de um computador para outro. A velocidade crescente da internet, os CDs e DVDs reutilizáveis com mais espaço de armazenamento e principalmente a criação dos pen drives acabaram decretando a morte dos disquetes. Se a versão de 5 polegadas já não era presença obrigatória nos PCs desde a metade da década de 90, a de 3 e meia morreu na primeira metade da década atual, hoje em dia sendo quase impensável um computador novo com um drive para disquetes.

discman3. Discman / Walkman

Na primeira metade da década de 90 só se era alguém no colégio se você tinha um walkmen e utilizava no recreio para ouvir alguma fita com músicas variadas gravadas das rádios, ou alguma rádio voltada ao público jovem (Jovem Pan, Cidade e RPC aqui no Rio de Janeiro, dependendo do seu estilo musical). Na segunda metade eram os discmans que ditavam a popularidade. Ainda me lembro que me espantava a rapidez com que minhas pilhas descarregavam no discman, e o fato dele não ter receptor de rádio acabou me fazendo voltar a usar walkman com mais frequência. Isso é outra coisa que era essencial naqueles anos dourados, o uso de pilhas. Ou se comprava pilhas baratas em bando, ou pilhas duráveis no supermercado. Um par de pilhas duráveis acabava durando e custando o mesmo que um punhado de pilhas genéricas. E eu sempre tinha um saquinho com 1200 pilhas velhas separadas para reciclagem.

pager2. Pager

Um dos meus sonhos de consumo da época, pagers, também conhecidos como Bips ou Mobys (por causa da marca mais comum), eram utilizados para receber mensagens de texto digitadas por uma central de atendimento. Eram uma alternativa ou complemento para os celulares, que na época ainda não recebiam mensagens de texto. Com os novos aparelhos celulares que recebiam e enviavam mensagens, o declínio do produto e dos serviços foi rápido, mas ainda era possível aproveitar algumas de suas funções, como ocaso de um dos meus amigos que usou um destes aparelhos como despertador durante anos.

portable typewriter1. Máquina de escrever portátil

Máquinas de escrever foram um ícone do século vinte. A invenção de uma máquina de escrever portátil foi sucesso absoluto. A partir desse momento estudantes, trabalhadores e mesmo donas de casa poderiam fechar suas máquinas numa maleta e carregá-las para onde quisessem. Era o início da tendência da portabilidade se pararmos pra pensar. Computadores e laptops cada vez mais populares (e infinitamente mais leves e compactos) acabaram quase que completamente com o uso das máquinas de escrever. Dito isso, numa das empresas em que eu trabalhei, eu ainda utilizava com frequência uma máquina de escrever para a criação e edição de certos documentos oficiais. Mas infelizmente ela era bem mais moderna, não era um modelo portátil, e não fazia o mesmo barulho das que eram utilizadas quando eu era criança.

Bônus: Fichas Telefônicas

ficha

Outro dia meu irmão chega atrasado para um almoço em família e diz: “Desculpe o atraso, tive que passar no Centro e estava sem celular pra avisar”. Obviamente eu falei: “Ué, era só ligar a cobrar do orelhão!”. Antigamente era a única forma de se comunicar com alguém “da rua”. As fichas de orelhão quase tão comuns quanto moedas, e as filas para usar os aparelhos, também. Mais de dez anos depois e meu irmão de 17 anos quase nem se lembra da existência destes aparelhos nas esquinas. Se ele utilizou um orelhão uma vez nos últimos cinco anos foi muito. Logo, prevejo o sentido da expressão “caiu a ficha?” sendo explicado por antropólogos, e provavelmente vão usar uma imagem minha em 1992, usando o orelhão da escola, ligando pra minha mãe pra avisar que a aula ia acabar mais cedo.

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1 comentário

  1. SOU O PRIMEIRO DA FILA A DEIXAR UM COMENTARIO QUE HONRA, VOU PUXAR A FILA. SOU TECNICO DE MAQUINAS DE ESCRITORIO A MUITOS ANOS,CONTINUO ATE HOJE VIVENDO DO RAMO, APROMOREI MEUS CONHECIMENTOS EM INFORMATICA E HOJE DAMOS ASSIST, TAMBEM EM IMPRESSORAS E COMPUTADORES,E POR AQUI AINDA PASSA MUITA MAQUINA DE ESCREVER NAS NOSSAS BANCADAS,GRAÇAS A DEUS,TENHO SAUDADES DO TEMPO QUE EM CADA PORTA COMERCIAL ABERTA SEMPRE HAVIA UMA MAQUINA DE ESCREVER.ME CONSIDERO UM FELIZARDO PORQUE ATE HOJE CONVIVO COM ESSAS MARAVILHAS. ABRAÇO A TODOS,FOI UM PRAZER PODER FAZER UM COMENTARIO DE UMA COISA QUE ESTA NO CORAÇÃO.

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